Vogal da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, o vereador Marcelo Borjão (DEM) disse ser contra a...
Vogal da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, o vereador Marcelo Borjão (DEM) disse ser contra a proposta do presidente do colegiado e colega de plenário, Kaká Se Liga (PSL), de instalar uma Comissão Especial de Investigação (CEI) caso seja comprovada a denúncia de “folha fantasma” para o pagamento do 14º salário dos educadores do Município. Para ele, considerando que o caso já está sendo apurado no âmbito da Prefeitura e do Ministério Público, uma CEI significa desperdício de tempo e dinheiro.
Borjão diz não ter sido consultado sobre essa proposta e adianta que enquanto integrante do colegiado não participou da reunião, semana passada, entre Kaká e o presidente do Sindicato dos Educadores, Adislau Leite, o qual repassou os detalhes do caso. Entretanto, por ser presidente da Comissão de Assistência ao Servidor, o democrata já tinha conhecimento dos fatos quando também se reuniu com o dirigente sindical para tratar da pauta de reivindicações da categoria.
Em sua opinião, a Câmara tem, sim, que acompanhar o desenrolar da denúncia, a qual considera grave, mas, mesmo se confirmadas, não deve instalar a CEI, como na legislatura passada, quando uma comissão especial foi criada para apurar várias demandas relacionadas à Saúde, mas que não deu resultado prático. Isto porque, segundo Borjão, para surtir efeito é preciso que os vereadores tenham assistência de uma auditoria, já que a “folha fantasma” emitida ainda na administração Anderson Adauto (sem partido) pode ser uma manobra para forjar a aplicação dos índices constitucionais na Educação.
E mais: paira a dúvida quanto à origem dos recursos destinados ao pagamento do 14º salário, que podem ser do Fundo de Manutenção e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Nesta semana, Borjão voltará a se reunir com Adislau, em encontro que também terá a participação da secretária municipal de Educação, Silvana Elias. (RG)