Em sessão extraordinária, apenas o PL e o Novo não orientaram voto favorável à medida
A intervenção entra em vigor imediatamente e tem duração prevista até 31 de janeiro (Foto/Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (9), o decreto de intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após as invasões aos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo (8), com quebradeira e destruição do patrimônio público, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), determinou a suspensão do recesso parlamentar para analisar o decreto.
A intervenção entra em vigor imediatamente e tem duração prevista até 31 de janeiro. O governo federal nomeou, como interventor, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli. Com isso, a União assume as funções da segurança pública no Distrito Federal durante o período.
A votação desta segunda se deu de maneira simbólica, sem que os parlamentares registrem o voto no sistema. Apenas o PL e o partido Novo não orientaram voto favorável à matéria. Ambas as legendas liberaram as bancadas.
Segundo a assessoria da Câmara, os equipamentos do plenário foram periciados e se encontram em perfeito estado. O espaço não chegou a ser invadido. Um grupo conseguiu entrar nas galerias e na tribuna de honra, chegando a quebrar um painel de vidro que caiu no plenário. Uma mesa de votação sofreu danos, mas já foi consertada.
Já o Senado deve levar à votação o decreto na manhã desta terça-feira (10), em sessão marcada para às 11h. A expectativa é que entre os senadores, a aprovação também se dê de forma tranquila.
Fonte: O Tempo