Os vereadores Kaká Carneiro (PR) e Thiago Mariscal (MDB) foram os únicos votos contrários ao PL
A terceira reunião ordinária de março na Câmara Municipal de Uberaba (CMU) foi uma espécie de termômetro para o Executivo avaliar o humor dos vereadores. Desde o final do primeiro turno das eleições gerais de 2018, o comportamento crítico tem dado a tônica do Legislativo em relação aos projetos da Prefeitura.
No mês passado, o pedido de aceitação de uma denúncia contra o prefeito Paulo Piau (MDB), apresentado pelo advogado Vicente Araújo Neto, teve ao menos seis votos, ou seja, quase metade da composição da CMU.
Desta vez, para tentar garantir a aprovação do Projeto de Lei (PL) 38/19, que dispõe sobre a estrutura organizacional do projeto Todos por Uberaba, o Executivo levou ao plenário da CMU o secretário de governo Luiz Dutra (MDB) – vereador licenciado – para convencer os parlamentares a aprovarem o PL. De acordo com a proposta, que no final das contas foi aprovada, foi alterada a remuneração dos 20 assistentes comunitários para R$3.312,37. Atualmente o valor é de R$2.366,94.
O Executivo justificou que “são do conhecimento público os relevantes trabalhos prestados por esses profissionais que atuam no programa Todos por Uberaba. O programa conta com aproximadamente 547 voluntários”.
Os vereadores Kaká Carneiro (PR) e Thiago Mariscal (MDB) foram os únicos votos contrários ao PL. Já o vereador Alan Carlos (Patri) disse que a partir de agora espera que outras categorias da administração pública também possam ser contempladas com as revisões de suas remunerações.