A Câmara aprovou ontem o reajuste de 8% nos salários de seus servidores e também o aumento no tíquete-alimentação dos atuais R$210 para R$350. Os benefícios foram concedidos através de dois projetos distintos, 66/11 – que obteve nove votos favoráveis – e 65/11, aprovado por 12 votos, respectivamente. Por conta do ajuste nos vencimentos, a Casa passará a pagar mais do que o mínimo nacional, da ordem de R$545, aos funcionários que trabalham com serviços gerais – são eles que têm o menor rendimento no Poder.
Os 8% vão incidir sobre os salários de todos os trabalhadores da CMU, sendo o maior vencimento do diretor-geral, hoje de R$4.427. Todos os funcionários, sem exceção, receberão o tíquete de R$350, e os benefícios aprovados ontem entrarão em vigor a partir do dia 1º de maio. No mês passado os vereadores reajustaram os próprios salários em 7,95% e cada um deles recebe, desde então, R$8.080 bruto, e o presidente, R$13.368 – também sem os descontos – porque seu vencimento é acrescido de um terço.
“Queríamos há muito corrigir o tíquete e foi um salto significativo. Já o reajuste dos salários foi até maior do que o concedido aos vereadores, e espero que no fim do ano possa fazer algo que venha a contemplar ainda mais os servidores”, afirmou o presidente da Câmara, Luiz Humberto Dutra (PDT). Questionado se a medida vem a ser um abono natalino, ele não disse nem sim, nem não, se limitando a observar que a atual Mesa Diretora prima por fazer tudo por etapas.