A autorização para que Temer seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) será votada pelo Plenário da Câmara e, para ser aceita, precisa do apoio de 342 deputados
Foto/Divulgação/PMU
Marcos Montes garante que vota a favor de Temer para preservar a instituição Presidência da República
Câmara dos Deputados pode votar quarta-feira, 02/08, a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), por corrupção passiva. A autorização para que Temer seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) será votada pelo Plenário da Câmara e, para ser aceita, precisa do apoio de 342 deputados.
Durante a votação, os parlamentares vão se pronunciar sobre o relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG), que pede a rejeição da denúncia.
Entre os que já se decidiram pelo voto “sim” ao relatório está o líder do PSD, deputado federal majoritário de Uberaba, Marcos Montes.
“Avaliação da maioria da bancada do PSD é de que a denúncia não tem consistência jurídica para uma ação tão impactante, que é a retirada de um presidente da República”, diz Marcos Montes, lembrando que a aceitação da denúncia é acompanhada pelo afastamento do acusado.
Marcos Montes garante que não se trata de uma decisão a favor da pessoa física Michel Temer, mas sim, para preservar a instituição Presidência da República.
“Apesar da crise política, não há como negar que a economia brasileira saiu de sua pior recessão e caminha, ainda que a passos lentos, para tempos melhores.
Não podemos jogar isso por terra”, afirma. Mudar a instituição Presidência da República agora, segundo ele, é apostar no retrocesso, é correr o risco de perder
o que já houve de avanço na economia.
O líder do PSD ressalta que, além de não tê-lo convencido – e a maioria da bancada - de que o quadro apresentado possui consistência jurídica, a denúncia da PGR não vai “prescrever”. Desta forma, ele lembra que quando deixar a instituição Presidência da República, a pessoa física Michel Temer vai responder aos questionamentos. “As denúncias contra ele podem ser apuradas a qualquer momento”, reflete Marcos Montes.