Acatando pedido de cassação do tucano Paulo Pires, os vereadores deram início na sessão de ontem aos trâmites para julgar o caso. Conforme o regimento interno...
Acatando pedido de cassação do tucano Paulo Pires, os vereadores deram início na sessão de ontem aos trâmites para julgar o caso. Conforme o regimento interno da Casa, foram sorteados três nomes para formar a comissão processante. A ação será presidida por Itamar Ribeiro de Rezende (DEM), tendo Tony Carlos (PMDB) como relator e Afrânio Cardoso Lara Resende (PP) no posto de vogal. Integrante da bancada oposicionista junto com Pires, o democrata nega estratégia para protelar os trabalhos até o encerramento do mandato. “O fato de sermos companheiros não interfere. Mas não queria ter sido sorteado ou ser escolhido presidente”, lamenta. Itamar garante que a comissão agirá com seriedade e terá advogados competentes para assessorar o trabalho e evitar erros. No entanto, ele acha difícil uma decisão ainda este mês, apesar de Paulo Pires ter condenação criminal com sentença definitiva. “Não queremos fazer as coisas no afogadiço”, disse, negando novamente manobras para estender o julgamento até o fim da atual legislatura. A partir de agora, o presidente da Câmara tem prazo de cinco dias para iniciar os trabalhos e notificar as partes. Pires deverá apresentar defesa em 10 dias e depois o processo segue para análise da comissão, que emitirá parecer opinando pelo prosseguimento ou não da cassação. Posteriormente, o processo será submetido ao plenário e necessita de aprovação de dois terços dos vereadores para execução do afastamento. O resultado precisa ser comunicado à Justiça Eleitoral. Dúvida. Caso a saída de Paulo Pires seja confirmada, ainda existem dúvidas sobre o destino da cadeira hoje ocupada pelo tucano. A direção do PMN suscitou que a vaga seria de Almir Silva, que concorreu nas eleições em 2004 pelo PP junto com Pires. O radialista seria o primeiro suplente, mas está filiado ao PR atualmente. “Temos que verificar como fica a questão da fidelidade partidária, porque não existe nenhum membro do partido para ser conduzido ao posto. O mandato pertence ao partido”, questionou o vereador Waldir Vilela Teodoro. No total de votos, o próximo da fila seria Luiz Humberto Dutra, mas este está no PDT atualmente. Ildeu Marcos de Menezes e Samuel Pereira também pularam para o PR. Edivaldo Moreira passou para o PTB e Eli de Souza Almeida, o Garrincha, mudou para o PSL. O procurador-geral da CMU, Rondon Fernandes, também não soube responder ao questionamento, porém adiantou que buscará entendimento da Justiça Eleitoral sobre o assunto.