O plenário da Câmara de Vereadores contou ontem com a presença dos representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU), Sindicato dos Trabalhadores
O plenário da Câmara de Vereadores contou ontem com a presença dos representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU), Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgoto de Uberaba (Sindae) e Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu). As entidades sindicais participaram da sessão atendendo pedido dos vereadores para debater a questão do reajuste salarial dos servidores, sem definição por parte do Executivo.
Na oportunidade, o Sindemu defendeu a recomposição salarial, readequação do plano de carreira, pagamento dos professores por habilitação e outras ações de valorização do profissional da Educação. Rosângela Alves Valim afirmou que o piso nacional e o concurso que está sendo realizado pela Prefeitura foram um avanço, mas que, em relação ao piso, o impacto na realidade do município foi pouco.
A representante do Sindae, Fabíola Castro, destacou que a categoria deseja um reajuste de mais de 16% e aumento do tíquete-alimentação, devendo ser retroativo a maio. Ela afirmou ainda que o servidor do Codau está muito descontente. Por conta da lei 392, os trabalhadores perderam o direito a insalubridade, que, para quem trabalha no sistema de Rede de Esgoto, é uma perda significativa por causa do tipo de trabalho que executa. Ela informou que o sindicato entrou na Justiça contra essa questão e a categoria agora aguarda posicionamento judicial. Quanto ao pagamento de férias-prêmio, Fabíola disse que já há negociação com o prefeito Anderson Adauto, que ficou de fazer levantamento e acredita que o Executivo vai pagar o benefício aos servidores do órgão.
José Jorge da Silva e Oliveira, do SSPMU, afirmou que o reajuste proposto ao prefeito pelo sindicato é de 17%, além de adicionais de produtividade, acesso a casa própria, convênio na área da saúde e reajuste de tíquete, entre outras reivindicações.
Os vereadores fizeram vários questionamentos aos representantes sindicais, como questão envolvendo as férias-prêmio dos servidores e Plano de Carreira e Salários, que ainda não foi instituído pelo município, e critérios para apostilamento.
Vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) destacou a importância de se avançar na negociação e definir diretrizes para que o reajuste saia do papel, bem como a fiscalização do orçamento do município. Ele destacou ainda a falta de debate por parte dos sindicatos. “Não estamos sentindo debate por parte dos representantes da categoria”, avaliou.
Itamar Ribeiro de Rezende (DEM) salientou a defasagem salarial. “Os servidores estão insatisfeitos com o sindicato. Muitos até falam em deixar de contribuir com o órgão porque não veem resultados”, frisou o democrata.
O vereador Almir Silva (PR) quis saber do presidente do SSPMU, José Jorge da Silva e Oliveira, se existe a possibilidade de criação de um fundo para o servidor como garantia de aposentadoria. Ele criticou ainda a política salarial adotada pelo município. “O servidor público municipal ganha muito mal e já discuti essa questão com o prefeito”, salientou.
José Jorge explicou que todas as questões envolvendo a categoria já estão na pauta de discussões a ser debatida com o prefeito na próxima semana. A reunião com o prefeito para mais uma rodada de negociação está prevista para segunda-feira (15), de acordo com a assessoria de comunicação do município, mas o horário ainda não foi definido porque depende de encontro do prefeito com os secretários no mesmo dia.