POLÍTICA

Candidato ao governo do Psol propõe tarifa zero para coletivo

Fidelis Alcântara também é favorável à viabilização do gasoduto ligando Queluzito a Uberaba, para abastecer a planta de amônia da Petrobras

Renata Gomide
Publicado em 04/09/2014 às 23:01Atualizado em 17/12/2022 às 04:34
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Uma polícia mais humana e sem hierarquia pesada, que antes de ser repressiva seja investigativa e preventiva; tarifa zero para o transporte coletivo público; investimento de 30% do orçamento com Educação, e a criação de mecanismos tributários de incentivo à industrias limpas são algumas das propostas que o candidato a governador de Minas Gerais, redator e escritor Fidelis Alcântara (PSOL), trouxe a Uberaba, onde cumpriu extensa agenda no dois últimos dias.

Candidato da Frente de Esquerda Socialista, que reúne também o PSTU – partido da vice na chapa, a sindicalista Victória Melo –, Fidelis reuniu-se com apoiadores e correligionários, fez corpo a corpo com o eleitorado, distribuiu material de campanha e falou em praça pública para a população. Em entrevista ao Jornal da Manhã e à Rádio JM - AM 730kHz, ele apresentou números relacionados à Educação para justificar a proposta de investir 30% do orçamento no setor, aos invés dos 25% constitucionalmente previstos. Segundo Fidelis, em Minas, 633 escolas não têm rede de esgoto, 1.990 não têm refeitório, 1.980 não têm quadra coberta e 2.450 não têm laboratório de ciências. “Ou seja, nossas escolas estão abandonadas”, sentencia o candidato, que, em relação à tarifa zero, diz que sua viabilização passa pela criação do Conselho Estadual de Mobilidade Urbana.

O colegiado teria como finalidades gestar todas as iniciativas ao segmento, além de controlar o fundo de mobilidade urbana que seria abastecido em parte pelo IPVA e outros impostos que hoje são dedicados apenas a obras de ampliação de vias. “Transporte é direito, como Saúde e Educação. Precisamos rever as concessões das empresas. São contratos viciados e a maioria prevê ajuste das passagens uma vez por ano”, coloca o candidato, que também defende uma auditoria na dívida pública do Estado, que já ultrapassa R$80 bilhões.

Fidelis Alcântara também é favorável à viabilização do gasoduto ligando Queluzito a Uberaba, para abastecer a planta de amônia da Petrobras, mas defende que ele seja público e custeado pela Cemig. “Só no ano passado a Companhia faturou R$ 3 bilhões”, observa o candidato, ponderando que não é necessário repassar inteiramente o lucro para os acionistas, como tem feito a Cemig. “Qualquer empresário sabe que é preciso reinvestir”, ensina Fidelis, que, com 1% nas pesquisas de intenção de votos (Ibope de 26 de agosto), diz que tem sérias desconfianças desses levantamentos. Para ele, as pesquisas têm o intuito de “ludibriar o eleitor”, de tentar mostrar que um grupo está na frente e outros não têm representatividade.

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