Caso dos funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Alemg) vai parar no Ministério Público
Assembleia Legislativa de Minas fez análise técnica do caso e classificou o caso como improbidade administrativa Caso dos funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Alemg) vai parar no Ministério Público. A denúncia foi encaminhada por meio da ouvidoria do órgão na terça-feira (26) à noite, passou por análise técnica e foi classificada no mesmo dia como assunto referente a improbidade administrativa. O caso agora está aguardando avaliação da 17ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, em Belo Horizonte. No material protocolado junto ao Ministério Público foi relembrada a situação do genro e do cunhado do secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan. Ambos eram nomeados em cargos de confiança na Assembleia Legislativa, mas desempenham atividades profissionais em empresas particulares de Uberaba durante a semana. Após o questionamento feito pela reportagem do Jornal da Manhã, a Alemg comunicou apenas que os dois funcionários seriam exonerados. A medida foi oficializada no Diário do Legislativo publicado no sábado (23). D.G.V.B. foi nomeado para o cargo em comissão de assistente legislativo I, estando lotado no gabinete da liderança do Bloco da Transparência. Apesar da função ocupada na Assembleia, o genro de Fahim trabalhava de segunda a sexta-feira em duas empresas particulares da cidade. A situação foi comprovada pela reportagem por meio de contato telefônico. A denúncia protocolada no MP reforça que o cargo exigia a permanência do funcionário em Belo Horizonte. Já o cunhado, L.G.M., tinha nomeação para o cargo de auxiliar de serviços de gabinete II e era lotado no gabinete dos deputados. Mesmo com a jornada diária de oito horas na Assembleia, ele também prestava serviços em empresa da cidade durante a semana. Em virtude do encaminhamento do caso à Promotoria, a reportagem consultou a Assembleia Legislativa sobre as medidas que seriam tomadas a partir de agora para evitar que situações semelhantes tornem a acontecer. Entretanto, o posicionamento oficial da Casa é que as providências necessárias já foram tomadas, por meio da exoneração dos funcionários citados na denúncia.