Dos quatro vetos do Executivo que estavam na pauta de ontem da Câmara, dois foram mantidos pelos vereadores
Dos quatro vetos do Executivo que estavam na pauta de ontem da Câmara, dois foram mantidos pelos vereadores e os outros dois derrubados pelo plenário. O primeiro veto analisado, relacionado à Lei 12.033, que proíbe soltar pipa com a chamada linha chilena, recebeu 12 votos contrários e apenas um favorável, do líder governista Kaká Se Liga (PSL).
De autoria dos vereadores Samuel Pereira (PR), Elmar Goulart (SD) e Marcelo Borjão (DEM), a matéria alterou a Lei Municipal nº 6.498/97, regulamentada pelo Decreto 2.525/2000, que já impede o uso de cerol – mistura de cola com vidro moído altamente cortante – no brinquedo.
Presidente da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara, o vereador Luiz Dutra (SD) apresentou parecer pela derrubada do veto, argumentando que a lei não traz gastos ao Executivo e não há interferência entre os poderes. Borjão citou a Lei Estadual 14.349/2002 que já proíbe o uso da linha chilena em território mineiro.
Kaká argumentou que o município não tem competência para proibir as empresas de comercializarem seus produtos, o que é atribuição da União, portanto, a legislação é inócua. Borjão retrucou que a proposta apenas altera uma lei municipal, que já é fiscalizada, enquanto Elmar reforçou que a norma visa a salvar vidas.
A Câmara também derrubou o veto do prefeito Paulo Piau (PMDB) à Lei 12.054/14, de autoria do vereador Samir Cecílio (SD), que obriga a administração municipal a divulgar, através de uma lista única, a relação de pacientes do SUS que aguardam por consultas de especialidades, exames e/ou cirurgias.
“As pessoas que elaboraram o veto sequer leram o projeto, porque nosso objetivo não é expor ninguém, mas tentar minimizar a penúria por que passam essas pessoas que estão na lista de espera da fila eletrônica. Tomamos o cuidado de proteger a identidade das pessoas”, declarou Samir, ao pedir aos colegas que derrubassem o veto, já que o texto obriga a divulgação do cartão nacional do SUS do paciente, sendo vedada a sua identificação.
O veto foi derrubado por 11 votos. Apenas Kaká Se Liga foi contra. Autor de um das normas legais vetadas pelo Executivo – Lei 12.047/14 –, ele pediu a manutenção do ato, e foi atendido, ao revelar compromisso do governo de trazer matéria similar ao plenário. O texto vetado prevê a obrigatoriedade de instalação de sistema de segurança e monitoramento por câmeras de vídeo em áreas externas nas agências dos correios e suas franqueadas; instituições bancárias e financeiras, bem como as casas lotéricas.
Também foi mantido o veto parcial à Lei 12.044/2014, de autoria do vereador Franco Cartafina (PRB), que obrigava a Secretaria Municipal de Saúde a fixar no hall de entrada das UPAs, UBSs e instituições municipais de assistência à saúde uma lista diária com as especificações dos serviços oferecidos, bem como o nome, fotografia, registro e especialidades dos profissionais que atendem no local, entre outros detalhes. Piau somente não vetou a divulgação dos nomes e registro dos profissionais.