A Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara vai se reunir hoje para uma análise detalhada do parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas do Estado referente às contas do exercício de 2006 no município, então administrado pelo prefeito Anderson Adauto (sem partido). O relator, conselheiro Eduardo Campos Carone, se posiciona favorável à aprovação das contas municipais, entretanto, o Ministério Público opinou pela rejeição. Isto porque, em análise preliminar, o TCE apontou falhas na abertura de créditos adicionais e no montante repassado à Câmara – a título do duodécimo – e, por esse motivo, abriu prazo para o município apresentar defesa ou as justificativas necessárias. Após o reexame dos autos, o MP opinou pela rejeição das contas, que agora estão nas mãos dos vereadores para discussão em plenário. A Casa tem até 120 dias para proceder à votação, ao que o presidente da Comissão de Orçamento, vereador Samuel Pereira (PR), solicitou aos colegas que participem da reunião nesta terça, às 9h, no anexo da rua Tristão de Castro. “[o parecer] Tem várias ressalvas. Quero saber, entender para assinar [o relatório do colegiado] antes de trazer ao plenário”, disse ele, que pediu à presidência da Câmara que libere o diretor do Departamento Legislativo, o procurador-geral e a controladora-geral da Câmara, respectivamente, Bruno Mateus, Rodrigo Souto e Rosângela Alkimin, para assessorar na análise dos dados. “Não estou dizendo que está incorreto ou incompleto, mas quero dividir as responsabilidades com os colegas de comissão e com os diretores (todos liberados pela presidência)”, completou Samuel, lembrando ainda que sequer era vereador àquela época. O republicano convocou o relator, Luiz Dutra (PDT), o vogal, Marcelo Borjão (DEM), e o suplente do colegiado, Afrânio Lara Resende (PP), para participarem da reunião, além de ter aberto espaço aos demais interessados no tema.