Presidente da Câmara, vereador Lourival dos Santos, vai lançar mão de um choque de gestão para economizar entre R$ 100 mil e 105 mil por mês na Câmara Municipal. Anúncio foi feito ontem, ao negar que esteja devolvendo R$ 50 mil à Prefeitura do duodécimo da Câmara.
De acordo com ele, o fato é que a Prefeitura passou a reter o montante a partir do mês de abril, após uma conversa com o prefeito Anderson Adauto sobre a possibilidade de a Câmara ajudar a administração municipal a salvar o estádio Boulanger Pucci.
Mas, de acordo com Lourival, como o acerto não foi oficializado, a retenção da verba foi suspensa no mês de junho, voltando à normalidade do repasse. Ainda segundo ele, o prefeito tem até o fim do ano para repassar todo o duodécimo. “Em função da crise, não cobrei do Executivo. Achei por bem deixar para quando a Câmara estivesse precisando”, argumenta.
Lourival também nega que os vereadores desconhecessem o acordo e lamenta a falta de sensibilidade dos uberabenses, que não estão sabendo valorizar a história do estádio Boulanger Pucci. “Aqui jogaram figuras importantes, como Garrinha, Pelé e Rivelino”, disse o presidente, acrescentando que a intenção de Anderson Adauto era criar no local um Centro de Treinamento (CT) para categorias de base, inclusive do Uberaba Sport Club.
Quanto ao choque de gestão, Lourival afirma que a economia será de 10% em todos os setores. Apesar de negar demissões, afirma que os contratos do pessoal que atua o Psiu não serão renovados. De acordo com ele, o Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o Ministério Público para manter o pessoal na repartição pública termina este mês.
A intenção do presidente, com a economia, é arrecadar verba para a construção do novo prédio da Câmara na Praça dos Poderes. Lembra que até 2012 o número de vereadores deve subir para 21 e os atuais prédios não comportam a nova realidade. Lourival acrescenta que os gabinetes dos vereadores funcionam em prédio alugado, necessitando de urgência na construção da nova sede.
Reajuste. Sobre o reajuste dos servidores, previsto em matéria retirada da pauta pela presidência, Lourival explica que o projeto previa uma reforma administrativa, contemplando cargos e funções que não tiveram reajuste na última reforma implementada em janeiro.