PROCESSO ADMINISTRATIVO

Codau abre sindicância para apurar denúncia contra servidores indicados por vereador

Autarquia confirma abertura de processo administrativo após recebimento formal da denúncia

Dandara Aveiro
Publicado em 24/02/2026 às 20:01
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Após denúncias divulgadas pelo , a Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) instaurou sindicância administrativa para apurar os fatos, enquanto o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) mantém procedimento preliminar em andamento. Segundo a autarquia, a abertura da investigação interna ocorreu após o recebimento formal da denúncia, por e-mail, encaminhada no dia 11 de fevereiro. 

Em nota de atualização sobre o caso, a Codau informou que, quando foi inicialmente questionada pela reportagem ainda não havia denúncia formalizada em seus canais oficiais. De acordo com a autarquia, após o recebimento formal da manifestação, o presidente, Rui Ramos, determinou a abertura imediata de Sindicância Administrativa (Processo nº 40/154/2026) para apuração rigorosa dos fatos. A instauração foi oficializada por meio da Portaria nº 036/2026, publicada no Porta-Voz em 13 de fevereiro.  

"Os trabalhos de investigação estão sendo conduzidos pela Comissão de Sindicância Investigativa, que seguirá os ritos legais para garantir a lisura do processo. A Codau reafirma que não compactua com irregularidades e que todas as medidas administrativas cabíveis estão sendo tomadas para o esclarecimento célere da situação”, ressaltou a companhia, acrescentando que os servidores mencionados na denúncia são efetivos da Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU) e encontram-se cedidos à autarquia. 

Paralelamente à instauração da sindicância, o denunciante entrou novamente em contato com a reportagem afirmando que encaminhou ao MPMG documentação complementar, posteriormente reforçada também junto à autarquia. Entre os elementos apresentados estão espelhos de ponto referentes especialmente ao período de 2025 e janeiro de 2026, obtidos via Lei de Acesso à Informação. 

Segundo a nova manifestação, os registros indicam inconsistências no cumprimento da carga horária em período anterior à denúncia. O documento também menciona possível ciência prévia das chefias imediatas e da direção sobre os fatos, alegando que registros internos e comunicações teriam sido feitos antes mesmo da formalização junto aos canais oficiais.  
Ainda conforme relatado, após a primeira manifestação apresentada à Ouvidoria do MPMG, os dois servidores passaram a cumprir integralmente a jornada, cessando as ausências e inconsistências observadas anteriormente. O denunciante destaca que a análise comparativa entre os períodos anterior e posterior à denúncia pode ser relevante para a apuração. 

Entre os documentos encaminhados ao Ministério Público estão comprovantes de vínculo funcional, portarias de nomeação para cargos em comissão e a indicação de possíveis testemunhas que poderiam confirmar a rotina de frequência e permanência no setor. 

Apuração em curso 

O MPMG instaurou Notícia de Fato para registro e controle da manifestação, encaminhando o caso à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Conforme informado anteriormente, a Controladoria Interna da Codau tem prazo de 30 dias para apresentar relatório circunstanciado com as providências adotadas. 

Após o recebimento do documento, o Ministério Público avaliará a necessidade de adoção de medidas adicionais, que podem incluir aprofundamento da investigação ou outras providências legais cabíveis. O caso segue em fase inicial de apuração administrativa e ministerial.

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