Foto/Neto Talmeli
Codau vai seguir diretriz da Prefeitura para a negociação salarial com trabalhadores este ano. Servidores da autarquia pleiteiam reajuste de 21% e aumento do tíquete-alimentação de R$490 para R$720. Direção da companhia nem apresentou contrapartida e aguarda o posicionamento do Executivo municipal.
O presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, afirma que o momento econômico é complicado e a administração pública em geral enfrenta dificuldades. Guaritá até revela que a situação financeira da companhia estaria acima da média, mas mesmo assim justifica que a resposta para o funcionalismo precisa ser homogênea. “Talvez até o Codau esteja em condições melhores, mas o funcionário do Codau é um servidor público e tem que estar na filosofia do restante do funcionalismo da Prefeitura”, argumenta.
Questionado, o presidente da autarquia declarou que não há posicionamento se a categoria terá, pelo menos, o reajuste do índice da inflação. A resposta, segundo ele, seguirá o posicionamento do governo municipal. “Esse comando [sobre o reajuste] vai depender basicamente da situação econômica da Prefeitura. Isso vai nortear a negociação. Vamos seguir a mesma diretriz”, pondera.
Guaritá ainda salienta que a crise atual é uma das piores dos últimos 25 anos e os níveis de desemprego são altos, enquanto o funcionalismo conta com o privilégio da manutenção dos postos de trabalho em meio à turbulência econômica. Por isso, ele espera que os trabalhadores tenham compreensão na campanha salarial deste ano. “O momento de dificuldade que está na casa de todo mundo também é do poder público. Acho que todo mundo vai ter um bom senso de entender o que é possível ou não fazer. Não está na hora de fazer política barata, quando não se tem”, conclui.