POLÍTICA

Codemig poderá receber ativos da planta de amônia da Petrobras

Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) vai propor receber os ativos da fábrica de amônia da Petrobras; informação foi confirmada ontem ao prefeito Piau

Daniela Brito
Publicado em 02/11/2017 às 17:37Atualizado em 16/12/2022 às 09:22
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Foto/Divulgação

Reunião ontem do prefeito Paulo Piau, deputado Tony Carlos e o secretário José Renato Gomes com o presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco

Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) vai propor receber os ativos da fábrica de amônia da Petrobras. A informação foi confirmada ontem ao prefeito Paulo Piau (PMDB) pelo presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, em Belo Horizonte. A reunião ainda contou com a presença do deputado estadual Tony Carlos e do secretário de Desenvolvimento Econômico, José Renato Gomes.

De acordo com o prefeito, as tratativas são constantes junto à Codemig, sendo o presidente Castello Branco o principal articulador do assunto, visto que o gasoduto que alimentará a fábrica deve ser viabilizado pelo governo mineiro. “Neste sentido, a conversa deve passar primeiramente pelo governo estadual”, explica. A proposta será levada à reunião marcada pelo presidente da República, Michel Temer, com a direção da Petrobras, que acontece na próxima quarta-feira (8) no Rio de Janeiro. Piau garante que a iniciativa compensatória fortalece as discussões em favor da viabilidade da fábrica de amônia.

Com a paralisação do projeto, a área onde seria implantada a fábrica de amônia foi outro assunto tratado na reunião de ontem na capital mineira. A área de aproximadamente 104 hectares, ou seja, algo em torno de um milhão de metros quadrados, pode ser revertida para a Codemig, segundo cláusula contratual. “A reversão da área pode acontecer, mas não é o que queremos. Ali queremos uma fábrica de amônia, visto que temos um país que tem a agropecuária como maior negócio e que importa 80% de fertilizantes. É muita vulnerabilidade para quem vive do agronegócio”, diz o prefeito Paulo Piau.

Já na reunião da semana que vem no Rio de Janeiro, o prefeito tentará o cancelamento do leilão dos equipamentos da fábrica e uma possível compensação para Minas Gerais e Uberaba. Piau quer ainda questionar quanto a venda fracionada dos equipamentos, que inviabiliza o projeto. “A Petrobras tem que facilitar para a iniciativa privada e ficamos surpreendidos com essa medida de venda fatiada. Não entendemos contábil e financeiramente e por qual interesse, visto que a Petrobras é uma empresa pública e queremos ouvir as explicações do presidente Pedro Parente e deixar tudo em ‘pratos limpos’ ”, comenta.

Piau faz questão de ressaltar que o município cumpriu todos os compromissos desde o anúncio da implantação da fábrica de amônia, em 2008. Ele diz ainda que o processo da “Lava-Jato” foi o grande “afugentador” do projeto em Uberaba.

Assinado convênio de municipalização de áreas dos três distritos industriais. Prefeito Paulo Piau (PMDB) assinou ontem o convênio de municipalização das áreas dos distritos industriais junto à Codemig. A assinatura finaliza o processo de municipalização dos DIs em Uberaba. No total, o convênio assinado é decorrente de 173 áreas nos DIs 1, 2 e 3. Os imóveis foram repassados no mês de outubro com aprovação da Câmara Municipal. Com a assinatura, o processo de municipalização fica concluído, totalizado aproximadamente 400 áreas doadas pela Codemig. A municipalização permite mais agilidade e menos burocracia na implantação de novas indústrias. Ainda este mês a Codemig vai realizar reunião para mostrar todo trabalho de municipalização dos distritos industriais em todo Estado. Uberaba será destaque neste encontro, visto que é uma das poucas cidades que concluíram todo o processo.

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