Mais de 500 denúncias já foram encaminhadas à companhia e de 457 verificadas, 47 unidades foram retomadas e redirecionadas a outros mutuários
Divulgação
Cohagra vai intensificar no próximo ano a fiscalização do uso regular dos imóveis de programas sociais do governo federal
Combate a irregularidades no programa Minha Casa Minha Vida será intensificado pela Cohagra no próximo ano. A informação é do presidente da companhia, Marcos Jammal, ressaltando que um disque-denúncia já foi disponibilizado para receber informações e aumentar a fiscalização em novos conjuntos habitacionais.
De acordo com Jammal, a fiscalização será intensificada em resposta ao grande número de demandas encaminhadas pela comunidade. Um balanço aponta que a companhia recebeu 530 denúncias sobre irregularidades em empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida.
Do total, 457 foram fiscalizadas pelas equipes da Cohagra e já resultaram na retomada de 47 imóveis, que foram destinados a outras famílias enquadradas nos critérios do programa habitacional. Deste grupo, 27 famílias viviam em situação de extrema pobreza ou em áreas de risco.
O abandono ou a especulação financeira com os imóveis da faixa um do programa Minha Casa Minha Vida configura crime contra o sistema financeiro nacional e também acarreta a retomada da unidade. Um disque-denúncia foi disponibilizado no início deste mês para ampliar o combate às irregularidades.
Moradores podem enviar informações por telefone ou mensagem de WhatsApp sobre casas vendidas, alugadas ou abandonadas pelo número (34) 99873-9555. Se confirmadas as irregularidades, os casos são encaminhados para investigação da Polícia Federal.
De acordo com o presidente da Cohagra, além das ações resultantes de denúncias, outros 69 ofícios foram encaminhados ao Banco do Brasil e aproximadamente 190 à Caixa Econômica Federal para solicitar a retomada de imóveis. Entre os bairros com maior índice de problemas estão o Girassóis 2 e o Pacaembu.
Devido ao trabalho ativo em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal, Jammal afirma que o processo de retomada de imóveis tem funcionado efetivamente. “Muitas pessoas, com medo de ser processadas, têm nos procurado para fazer a devolução espontânea dos imóveis adquiridos irregularmente. Com isso, podemos fazer justiça e beneficiar quem realmente precisa”, conclui.