POLÍTICA

Cohagra pedirá reintegração

A Cohagra não vai mais cadastrar as famílias que invadiram área na Cidade Ozanan, no fim da semana passada...

Marilu Teixeira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:32
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A Cohagra não vai mais cadastrar as famílias que invadiram área na Cidade Ozanan, no fim da semana passada, e já prepara ação judicial de reintegração de posse.

Segundo o presidente da Cohagra, Samir Cecílio Filho, durante dois dias foram cadastradas 300 famílias, mas o número vem aumentando a cada dia e a situação fugiu do controle. “O que vemos lá é uma coisa absolutamente comercial”, avalia Samir, revelando que ontem há havia mais de 700 pessoas no local, muitas delas “querendo levar vantagem”. Samir explica que a área, de propriedade da Prefeitura, é de preservação, inclusive com nascentes. Outras quatro ou cinco áreas particulares também foram invadidas.

Quanto ao cadastramento, Samir ressalta estar longe de ser uma inscrição, mas as informações serão levantadas e as pessoas terão o direito de procurar a Cohagra e efetivar a documentação. “Sabemos que muitas precisam de uma moradia, mas por que nenhuma procurou a Cohagra?”, indaga o presidente.

Segundo Samir, as pessoas que procurarem a Cohagra terão a oportunidade de fazer a inscrição, mas terão que aguardar a fila de espera, hoje com mais de mil inscrições. “A demanda, infelizmente, é maior que a oferta, por mais que se faça”, afirma Samir, ressaltando que, somente no primeiro mandato, o prefeito Anderson Adauto entregou mais de duas mil unidades habitacionais. Nos próximos dias serão entregues mais 145, e outras 309 serão iniciadas em breve.

Samir garante que a Prefeitura está preparada para buscar a reintegração de posse, mas o procurador do Município, Valdir Dias, não foi localizado pela reportagem para confirmar a informação.

Números. Segundo o desempregado José Sideni Pereira, 42 anos, o último levantamento realizado contava 940 famílias acampadas na área no bairro Cidade Ozanan. Mas, na tarde de ontem o número ultrapassava a casa dos mil. De acordo com ele, um grupo será formado para conversar com o prefeito nos próximos dias em busca de uma solução para as famílias. “Queremos saber se ele tem uma proposta. Nosso objetivo é garantir um teto para nossas famílias”, afirmou Pereira.

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