POLÍTICA

Cohagra tenta cancelar contratos de quem não ocupou suas casas

Inscrições do programa Minha Casa Minha Vida deverão passar por pente-fino antes da entrega de novas unidades habitacionais

Gisele Barcelos
Publicado em 10/03/2013 às 19:44Atualizado em 19/12/2022 às 14:17
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Inscrições do programa Minha Casa Minha Vida deverão passar por pente-fino antes da entrega de novas unidades habitacionais. A medida será tomada para evitar que casas sejam entregues e permaneçam desocupadas, conforme situação já denunciada em alguns dos novos conjuntos concluídos no ano passado. Em paralelo, a Prefeitura tentará cancelar os contratos dos mutuários que não ocuparam os imóveis até agora.

De acordo com o presidente da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra) Wagner Nascimento Júnior, a Caixa Econômica Federal ainda não disponibilizou a relação de quantos imóveis foram entregues no ano passado e continuam sem moradores. Ele aguarda a entrega do levantamento para tomar as providências necessárias e evitar o prejuízo de quem aguarda na fila do programa. “Vamos tentar cancelar esses contratos. Porque se a pessoa não está morando na casa, não está sem teto e não tinha necessidade. Então, mentiu quando assinou o documento. Mas não sei se será possível juridicamente o cancelamento”, pondera.

Por outro lado, Wagner explica que serão feitas mudanças no trabalho para que a situação não se repita. A partir de agora, destaca o presidente, o trabalho não se limitará à análise da documentação. Ele afirma que assistentes sociais serão mobilizadas para visitas domiciliares a fim de averiguar se existe a real necessidade do imóvel e as condições financeiras dos solicitantes. “Só vamos entregar para quem realmente precisa daqui para frente”, afirma.

Wagner adianta que o problema serviu de alerta para a organização da etapa rural do programa de habitação. Conforme o presidente da Cohagra, as inscrições para as unidades a serem construídas nos bairros rurais serão feitas in loco para coibir pessoas interessadas em conseguir o imóvel com objetivo de lazer. “Se já estamos tendo problemas na cidade de casas fechadas, vamos ter esse cuidado para que a casa não seja dada a pessoas que só querem uma propriedade de fim de semana”, salienta.

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