Não haverá aumento nos preços do transporte coletivo na zona rural
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Tarifa do transporte coletivo urbano será reajustada de R$4 para R$4,25 a partir do dia 9, próximo sábado
O prefeito Paulo Piau (MDB) anunciou ontem reajuste da tarifa urbana de ônibus para R$4,25. O novo valor entra em vigor a partir de 9 de fevereiro. Não haverá aumento nos preços do transporte coletivo na zona rural. A negociação com as concessionárias foi fechada ontem e incluiu a confirmação do governo municipal de implantar o degrau tarifário para cobrar mais dos passageiros que pagarem em dinheiro.
As empresas haviam solicitado aumento da tarifa urbana para R$4,73, mas a equipe interna da Prefeitura apontou proposta de R$4,30 com a manutenção da desoneração do CGO e do ISSQN, já utilizada em anos anteriores. A continuidade da isenção ainda depende de aprovação da Câmara Municipal.
Após análise, o prefeito determinou ontem o valor de R$4,25 para a tarifa urbana e o congelamento do preço na zona rural, mas os valores são válidos apenas para quem utilizar o cartão de ônibus. Os passageiros que não tiverem o cartão e pagarem em dinheiro estarão sujeitos ao degrau tarifário, com cobrança de R$0,25 a mais no preço. Com isso, a passagem dentro da cidade chegaria a R$4,50.
Segundo as informações da Prefeitura, um decreto será publicado esta semana e abrirá prazo de 30 dias para a entrada em vigor do degrau tarifário com o preço mais caro no pagamento em dinheiro. O intervalo será dado para dar tempo aos usuários de emitirem o cartão e evitar a cobrança extra de R$ 0,25.
A administração municipal justifica que o degrau tarifário é uma medida para eliminar a utilização de dinheiro no Transporte Coletivo, incentivar o uso do cartão e desonerar o custo para quem já utiliza.
Além disso, na reunião com os representantes das concessionárias, foi definido ontem o plano de melhoria do transporte coletivo. A lista de solicitações abrange: renovação da frota; treinamento contínuo para os profissionais das empresas; estudo para viabilizar a implantação de wi-fi nos ônibus e nas estações de passageiros do BRT; e envolvimento das concessionárias nas campanhas de cunho social e de saúde da Prefeitura.
Para o prefeito, o resultado da negociação com as empresas de ônibus foi bem sucedido. “Avalio que chegamos a um bom termo. Entendo as dificuldades das empresas que têm os compromissos trabalhistas, tiveram ônibus queimados, reajustes de combustíveis, entre outros custos. Mas, por outro lado, temos a dificuldade da população que não pode ser ignorada. Assim, acredito que atendemos ambos os lados. Ou seja, damos o reajuste que acredito que atenderá, bem como iremos proporcionar melhorias para os usuários”, disse.