A coligação Unidos pelo Brasil entrou ontem com pedido formal de registro da candidatura de Marina Silva e Beto Albuquerque (RS) a presidente da República e vice, em substituição à chapa então encabeçada pelo ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto.
A coligação tinha dez dias de prazo, a contar do óbito, para pedir a substituição dos candidatos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que foi feito nesta sexta-feira. O registro foi solicitado com anuência de todos os partidos da aliança, que aprovaram a composição da nova chapa. São eles: PSB/Rede/PPS/PPL/PHS/PRP/PSL.
O PSL, que não havia participado da reunião realizada na quinta-feira (21), em Brasília, apresentou ontem a decisão de sua Executiva nacional pela permanência na coligação, informa a assessoria de imprensa dos candidatos. Hoje Marina Silva e seu vice, o deputado federal Beto Albuquerque, fazem juntos o primeiro ato de campanha e escolheram Pernambuco para a largada à corrida à sucessão presidencial. Na terra natal de Eduardo Campos eles farão uma grande caminhada e receberão a militância para um pronunciamento no Clube Internacional de Recife.
Na avaliação do deputado estadual Antônio Lerin (PSB), Beto Albuquerque está preparado para ser o vice de Marina, é um deputado atuante, faz um ótimo trabalho na Câmara. “O partido não tinha plano B, mas infelizmente a tragédia aconteceu [a morte de Campos] e estamos orando por seus familiares, mas agora é oficial a nova chapa”. Ele reforça que o natural seria mesmo alçar Marina à condição de cabeça de chapa e diz acreditar na superação das divergências internas, as quais ficaram explícitas com a saída de Carlos Siqueira, então coordenador-geral da campanha de Eduardo Campos, da coordenação da agora candidata.
O posto foi assumido pela deputada federal Luiza Erundina, enquanto o deputado licenciado Walter Feldman (SP), homem de confiança de Marina e que articulou a criação da Rede Sustentabilidade, será o coordenador-geral adjunto da campanha. “Vamos superar e estaremos todos juntos nessa eleição”, finaliza Lerin, que já conversou com Feldman sobre a vinda da candidata a Uberaba, ainda no primeiro turno da eleição, embora sem definição de data.