POLÍTICA

Com parecer favorável, apagão adia instalação da CEI da Saúde na CMU

A criação da CEI da Saúde recebeu parecer favorável da Procuradoria Geral da CMU, e em plena discussão sobre o assunto, faltou energia

Renata Gomide
Publicado em 15/03/2012 às 09:42Atualizado em 19/12/2022 às 20:46
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Instalações elétricas da Câmara Municipal não resistiram à carga e, com a queda da energia, a sessão teve de ser suspensa

A criação da Comissão Especial de Investigação da Saúde recebeu parecer favorável da Procuradoria Geral da Câmara, mas, em plena discussão ontem sobre o assunto, faltou energia no plenário. A sessão foi interrompida e ante o insucesso para solucionar o problema de sobrecarga elétrica, optou-se por encerrá-la e a CEI voltará à baila na segunda-feira. Autor da iniciativa de investigar o segmento, o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) diz estar confiante quanto à sua viabilização a partir da próxima semana.

A declaração do tucano tem razão de ser no fato de que o parecer foi contestado, especialmente pelo líder governista Cléber Cabeludo (PMDB), para quem a CEI tem conotação política, e pelo presidente da Câmara, Luiz Dutra (PDT). Segundo o pedetista, não há um fato típico que justifique a instalação desta comissão. Ao requerimento solicitando sua viabilização foram anexadas mais de 200 matérias jornalísticas, mais de 100 atas de reuniões do Conselho Municipal de Saúde, além dos itens a serem apurados.

Para Cléber, o parecer da Procuradoria contraria o Regimento Interno da Câmara. “Não sou contra as investigações, mas para instalar a CEI é preciso que seus autores assumam uma posição mais específica. Desse jeito fica parecendo que o governo não fez nada para a Saúde”, disparou o líder governista, ao que Ripposati não se intimidou a chamou a Casa como um todo à responsabilidade para atender a um pedido de socorro da população usuária do sistema.

“Poderia muito bem ir ao Ministério Público estadual e federal e dizer da dificuldade que estou tendo aqui para instalar essa CEI, só não sei as consequências que traria para essa Casa. Mas estou aqui com muita paciência e persistência para que justiça seja feita, porque é nosso dever fiscalizar”, disse Ripposati. Um inflamado Itamar Ribeiro (DEM) – coautor do requerimento para instalação da comissão – também saiu em defesa da proposta, citando inúmeros casos de ausência de médicos nas unidades de saúde, demora para realização de exames, incineração de remédios, “tudo a ser apurado”.

Professor Godoy (PTB) – outro coautor da proposta – afirma que o pleito não é político, é popular, “na razão de quem sofre lá na ponta”. Para ele, o que norteia a necessidade de uma CEI é uma condição histórica de descaso, de desleixo, de remédio que não chega na hora certa, de infecção hospitalar que acontece todo dia, de SUS que não atende. Marcelo Borjão (DEM) e José Severino (PT) completam as cinco assinaturas no requerimento.

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