Conforme o vereador, advogados da Prefeitura bem como de Belo Horizonte trabalharam na ação judicial – já extinta – que visou a garantir a candidatura de Rodrigo Mateus
Vereador Itamar Ribeiro de Rezende classificou como esdrúxula e ridícula a resposta encaminhada pelo prefeito
Acionado pela Câmara para que explicasse a origem dos recursos gastos com os advogados que tocaram na Justiça a demanda visando a emplacar o nome de Rodrigo Mateus como candidato a prefeito pelo PMDB, o atual chefe do Executivo, Anderson Adauto (sem partido), ordenou seus assessores a dizer “que não compete ao Governo responder a questões particulares ou partidárias”. O teor do ofício nº 1099/12, assinado pelo subsecretário de Governo, Marco Túlio de Oliveira Reis – que ainda sugere encaminhar o pleito “a quem de direito” –, provocou a reação imediata do autor do requerimento, o vice-presidente do Legislativo, Itamar Ribeiro de Rezende (DEM).
“Foi ele quem disse que queria ser oficialmente cobrado; o que fiz. E agora recebemos essa resposta esdrúxula e ridícula, e até certo ponto covarde, de que não compete ao Governo responder questões particulares”, esbravejou o democrata, que em plenário disse que vai solicitar à sua assessoria jurídica qual caminho a seguir. Itamar não descarta ir ao Ministério Público, lembrando que Anderson Adauto é um homem público e, como tal, deveria tornar públicos seus atos.
Conforme o vereador, advogados da Prefeitura bem como de Belo Horizonte trabalharam na ação judicial – já extinta – que visou a garantir a candidatura de Rodrigo Mateus. Segundo ele, foi o prefeito quem criou esse imbróglio com a finalidade de inviabilizar a candidatura do peemedebista Paulo Piau e, agora, deve uma satisfação pública aos seus eleitores e cidadãos.
Líder governista na Câmara, o vereador Cléber Cabeludo (PMDB) disse que vai encaminhar a demanda a Anderson Adauto para que ele responda ao requerimento do colega. Ele adiantou ter “certeza que não foi gasto nenhum centavo dos cofres públicos no caso”.