POLÍTICA

Comissão da Assembleia pede relatório de apurações da CMU

Gisele Barcelos
Publicado em 12/08/2021 às 21:24Atualizado em 18/12/2022 às 15:34
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Depois de realizar audiência pública ontem para tratar denúncias de má gestão no enfretamento da pandemia de Covid-19 em Uberaba, a comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa solicitou o relatório referente às apurações conduzidas pela Câmara Municipal para embasar tomada de decisões.

Segundo a presidente da comissão de Direitos Humanos, deputada estadual Andréia de Jesus (PSOL), um dos objetivos da audiência foi levantar os casos de desvios de vacinas contra a Covid-19 e descumprimento do plano nacional de imunização para que as pessoas envolvidas sejam penalizadas.

A parlamentar afirmou que o relatório da apuração realizada pelo Legislativo Municipal será a base para que a Assembleia possa cobrar providências do Executivo em Uberaba. “Vamos cobrar que a Prefeitura responsabilize todos os envolvidos em fura-fila [na vacinação contra a Covid-19] e outras irregularidades”, pondera.

Além disso, a deputada manifestou que o Estado também poderá ser acionado, dependendo do conteúdo do relatório da Câmara Municipal. Ela ainda aproveitou para questionar os representantes da Secretaria de Estado de Saúde se a pasta tinha conhecimento sobre os possíveis casos de desvios de vacinas contra a Covid-19 em Uberaba.

Em resposta, a subsecretária de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde, Janaina Passos de Paula, declarou que nenhuma ocorrência havia sido comunicada oficialmente ao governo mineiro.

Acompanhando a reunião de forma remota, o vereador Marcos Jammal (MDB) comprometeu-se a encaminhar o relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para a análise dos integrantes da comissão de Direitos Humanos da Assembleia.

O vereador manifestou que a comissão processante instaurada para apurar se houve responsabilidade do secretário municipal de Saúde, Sétimo Bóscolo, está concluindo os trabalhos e deve apresentar o relatório ainda este mês. Com isso, o documento também poderá ser disponibilizado para a Assembleia.

Outros questionamentos apresentados na audiência pública foram referentes às flexibilizações realizadas pela Prefeitura nos últimos meses, embora o município esteja com índices altos de transmissão do vírus e de mortalidade.

Integrante do Movimento Uberaba Pró-Vacina, a psicóloga Liliane Cristina de Além-Mar e Silva manifestou que os indicadores de transmissão e mortalidade em Uberaba estavam acima da média nacional, porém a Administração Municipal liberou a realização das festas e eventos na cidade em julho.

A psicóloga ainda criticou a decisão de retorno das aulas presenciais este mês, argumentando que as escolas municipais não estão com a estrutura preparada e os professores ainda não estão com a imunização completa. Segundo ela, a situação pode resultar em piora dos indicadores e descontrole maior na transmissão da Covid-19.

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