Após se reunir com o presidente do Sindicato dos Educadores do Município (Sindemu), Adislau Leite, que há uma semana denunciou a existência de uma folha fantasma
Após se reunir com o presidente do Sindicato dos Educadores do Município (Sindemu), Adislau Leite, que há uma semana denunciou a existência de uma “folha fantasma” constando o pagamento do 14º salário da categoria, o vereador Kaká Se Liga (PSL) irá solicitar uma prestação de contas junto à Secretaria Municipal de Educação.
Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Kaká quer informações detalhadas sobre a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) pela Prefeitura de Uberaba, em 2012. A intenção do vereador é apurar o que foi feito com os cerca de R$2 milhões destinados ao pagamento do 14º salário, cuja folha de pagamento foi emitida pela administração Anderson Adauto (sem partido), sem que os educadores recebessem o benefício.
“Esse primeiro contato com o sindicato foi para tomar ciência de assuntos que estão incomodando”, disse Kaká, acrescentando que é preciso saber se os recursos realmente saíram do Fundeb. Além disso, ele destaca que é importante averiguar se houve manobra para forjar a aplicação dos índices constitucionais na Educação, como denuncia o Sindemu. Caso as irregularidades sejam confirmadas, Kaká não descarta a possibilidade de solicitar a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) no âmbito da Câmara.
Adislau reitera a intenção do Sindicato de ir a fundo na questão, principalmente para saber o que foi feito do dinheiro. “Estamos contando com o apoio da Comissão e de seu presidente”, disse ele, que aproveitou a reunião para tratar da pauta de reivindicações da categoria. Um dos principais itens refere-se ao pagamento do piso nacional dos educadores, o qual, segundo o dirigente sindical, não está sendo repassado nem proporcionalmente.
Conforme Kaká, sua intenção à frente do colegiado é discutir com o Sindemu todos os projetos relacionados ao segmento, antes de levá-los ao plenário. “A Educação precisa de uma atenção especial. É a segunda maior empresa da cidade, com 1.200 professores nas salas de aula e cerca de 2.500 em toda estrutura”, aponta o vereador, ao defender uma ação conjunta entre Câmara, Sindicato, Secretaria e Executivo para definir ações concretas à categoria.