Colegiado afirma que recebeu apenas o mandado de prisão temporária e aguarda o restante da documentação para iniciar a análise do caso
Presidente da Comissão de Ética da Câmara, Denise Max, afirma que o colegiado aguarda documentação completa para iniciar análise do caso envolvendo Almir Silva (Foto/ Rodrigo Garcia/CMU)
A presidente da Comissão Permanente de Ética da Câmara Municipal de Uberaba, vereadora Denise Max (PRD), manifestou-se sobre a situação do vereador Almir Silva (Republicanos), afastado preventivamente do mandato, por 90 dias. De acordo com a parlamentar, o colegiado recebeu apenas os documentos relativos ao mandado de prisão temporária de Silva.
Conforme a fala de Denise, nenhum outro documento foi formalmente encaminhado ao colegiado para que fosse iniciada uma análise sobre o caso. Em sua curta fala, a vereadora confirmou a nova formação da comissão, com a inclusão do vereador Anderson Dois Irmãos (PSD) no cargo de relator, em substituição a Almir Silva.
“Aguardamos encaminhamento de toda a documentação relativa ao caso, para darmos início aos trabalhos”, ressaltou.
Além de Denise e Dois Irmãos, os vereadores Diego Rodrigues (PDT) e Cleber Júnior (MDB) também integram a comissão, nos cargos de vogal e suplente, respectivamente.
“Temos recebido muitas cobranças em relação a este caso envolvendo o vereador Almir Silva. O que acontece é que apenas com o mandado de prisão não podemos basear um relatório. Estamos aguardando a chegada de toda a documentação, quando poderemos então nortear as ações da comissão”, ressaltou Dois Irmãos.
O vereador Almir Silva foi preso em Uberaba em 1º de setembro, durante a segunda fase da Operação Caça-Fantasmas, mas já foi solto por decisão judicial em 4 de setembro. Ele é investigado sobre suposto esquema de funcionários fantasmas e desvio de salários de assessores.
“É importante destacar que a Comissão de Ética não define qualquer tipo de punição a qualquer vereador. O colegiado apura se há indícios de alguma situação irregular e mediante o que for apurado, os próximos passos serão tomados. Não faremos nada de forma leviana”, frisou Diego Rodrigues.
Em recente entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, a presidente da Comissão de Ética relatou que a ação policial surpreendeu os parlamentares, que se depararam com agentes da Polícia Civil à porta do gabinete de Almir Silva.
Denise afirmou ter uma posição pessoal de que a Câmara deveria dar um parecer definitivo sobre eventual perda de mandato somente após o trânsito em julgado de uma decisão judicial. “Eu só daria um parecer final a tudo isso quando fosse transitado em julgado”, declarou. A vereadora ressaltou, porém, que essa é uma posição pessoal e que ela não pretende fazer a defesa de Almir por não ter conhecimento de todos os fatos investigados.