POLÍTICA

Comissão de Saúde da CMU constata falta de remédios na farmácia

Vereador Borjão disse ontem que de 100% das denúncias que chegam a Comissão de Saúde e Saneamento, a qual preside, 70% são reais

Renata Gomide
Publicado em 08/11/2014 às 11:23Atualizado em 17/12/2022 às 02:48
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O vereador Marcelo Borjão (DEM) disse ontem que de 100% das denúncias que chegam a Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara, a qual preside, 70% são reais. As denúncias, segundo o vogal do colegiado, vereador Ismar Marão (PSB), envolvem principalmente a falta de insumos e medicamentos, mas “há outras que ainda não cabe colocar porque estamos apurando”.

Anteontem os quatro integrantes da vomissão fizeram uma visita ao almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde, localizado na Abadia – além de Borjão e Ismar, os vereadores Franco Cartafina (PRB) e Denise da Supra (PR), respectivamente, relator e suplente –, onde identificaram a ausência de dez tipos de medicamentos, inclusive da farmácia básica.

Na relação estão Omeprazol, Dipirona comprimido e Polaramine, além de digoxina, levotiroxina entre outros. Os vereadores também encontraram medicamentos prestes a vencer, entre eles, hidrocortizona, lidocaína e Dramim, e até mesmo desinfetante vencido. “Não podemos deixar a Saúde no caos como está”, disparou Borjão, para quem o titular da pasta, Fahim Sawan, já deveria ter saído do cargo.

Segundo ele, os integrantes do colegiado estão empenhados em mudar o que acontece na Saúde, tanto que desde o dia 30 de outubro dedicam-se à pasta, analisando as contas e apurando denúncias. “O trabalho da comissão é investigativo e cabe a nós apurar. Se encontrarmos materialidade, caso exista, será passível de medidas mais ostensivas”, coloca Franco.

Conforme Borjão, não há prazo para concluir a apuração das denúncias, mas sua intenção é ser breve. O resultado do trabalho será apresentado aos vereadores e também ao prefeito Paulo Piau (PMDB), “a quem cabe tomar as providências necessárias”. Ismar destaca, contudo, que o secretário de Saúde já será oficiado para explicar a ausência de medicamentos no almoxarifado.

“Dependendo da resposta, a comissão tomará um posicionamento”, completa Ismar, citando que os vereadores também identificaram excesso de outros insumos e materiais diversos no local, como, por exemplo, pasta dental a vencer em janeiro do ano que vem e 45 mil cartilhas sobre Saúde Bucal. Franco cita a farra dos plantões como outra preocupação do colegiado, que também quer reunir-se com o prefeito para tratar da Pró-Saúde, organização social (OS) que irá gerir o Hospital Regional e as Unidades de Pronto-Atendimento da Abadia e São Benedito.

A OS é investigada pelo Ministério Público por má-gestão, falta de prestação de contas do que arrecada e investe, sumiço de medicamentos, superfaturamento de serviços e por descumprir contratos de gestão firmados com governos estaduais e municipais. A Pró-Saúde nega as acusações.

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