A Comissão de Saúde da Câmara deve voltar a se reunir para discutir a fundo o relatório ora disponibilizado sobre o consumo e descarte de medicamentos no Município. Itamar Ribeiro (DEM), que taxou o demonstrativo de “inteligente e tecnicamente perfeito”, propôs aos colegas um detalhamento do seu conteúdo para saber se os dados são verídicos e autênticos.
Para tanto, ele pretende chamar um representante do Conselho Municipal de Saúde. Após esse ato, o colegiado decidirá qual caminho tomar, completa o democrata, que fez coro com Samuel Pereira (PR) ao considerar como inadmissível incinerar um remédio sequer. Vice-líder governista, o republicano também cobrou do prefeito o cumprimento de um projeto, de sua autoria, aprovado em 2009 – que sequer foi sancionado – o qual prevê buscar junto à população remédios ainda no prazo de validade, mas que não serão usados.
O prefeito Anderson Adauto não só descartou a hipótese, como sugeriu que cada vereador, que tem direito a 13 assessores, coloque esse pessoal para ir de casa em casa buscar os medicamentos. “Pra nós não é conveniente fazer esse programa”, completou AA, que antes, porém, disse a Samuel que ele havia sido “desumano” ao se posicionar contra a incineração de qualquer quantidade de remédios, mesmo após os números apresentados.
“Tudo na vida pode ser melhor, eu poderia ser mais bonito, mais magro, mais cheiroso, mas estou satisfeito com a minha aparência”, disse AA. E mais: ele sugeriu que Samuel deve ler a Constituição para se inteirar quanto ao princípio da razoabilidade, já que a Prefeitura está dentro da margem preconizada pelo próprio Ministério da Saúde para proceder às incinerações. Em meio ao clima tenso, o vereador não titubeou, e manteve sua posição, declarando que em saúde não deve existir razoabilidade, porque a demanda é grande.