Comissão especial do impeachment ouviu ontem mais quatro testemunhas que falaram em defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). A comissão terá sessões também hoje e sexta-feira (17) para agilizar a coleta de depoimentos no processo.
A reunião começou ontem por volta de 10h e se estendeu até o fim da noite. Foram ouvidos ontem o ex-secretário adjunto da Secretaria de Orçamento Federal Cilair Rodrigues de Abreu; o servidor do Ministério da Previdência Social, José Geraldo França Diniz; o consultor jurídico do Ministério do Planejamento, Walter Baere, e o consultor legislativo do Senado, Hipólito Gadelha Remíglio.
O ex-secretário de Orçamento Federal defendeu a legalidade dos decretos de suplementação orçamentária que, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), não respeitaram a meta fiscal de 2015.
Já o servidor José Geraldo Diniz afirmou que seria humanamente impossível para um presidente da República fazer uma análise técnica de todos os pedidos de suplementação orçamentária que lhe chegam à mesa para assinar. Ele explicou que o processo é complexo e predefinido. Por isso, quando chega ao chefe do Poder Executivo, já passou por todas as checagens necessárias de diversos técnicos.
Também pela defesa da presidente afastada, prestaram depoimento na última terça-feira (14) o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar; e o ex-secretário-adjunto da Casa Civil da Presidência da República Gilson Bittencourt. A lista de testemunhas incluía ainda ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, mas a defesa de Dilma Rousseff dispensou o nome e pediu a troca por outra testemunha, a ser definida.