A Comissão Processante da Câmara Municipal, constituída por determinação do Regimento Interno para apurar as denúncias contra o vereador Jorge Ferreira
A Comissão Processante da Câmara Municipal, constituída por determinação do Regimento Interno para apurar as denúncias contra o vereador Jorge Ferreira (PMN), já está agilizando os procedimentos técnicos necessários ao desempenho das atividades do grupo.
O presidente Luiz Humberto Dutra (PDT) afirmou que os horários dele e dos vereadores Cléber Cabeludo (PMDB) e José Severino Rosa (PT), que também integram a comissão, estão sendo adaptados e servidores que darão suporte ao trabalho, convocados. “Esperamos, num espaço curto de tempo, trazer resultados para análise dos vereadores”, afirmou.
Questionado como será o relacionamento com a imprensa na fase de investigação, Dutra disse pretender que seja amplo, real e irrestrito, mas apenas com as informações passíveis de divulgação, garantindo total sigilo na condução do processo, para evitar transtornos e deturpação dos fatos. Delegado de polícia aposentado, o vereador reiterou que cuidados redobrados e cautela são essenciais, comparando a uma disputa. “É como se você estivesse em uma guerra, mostrando ao inimigo o local onde se esconde”, afirmou.
Ao contrário do que foi divulgado ontem no JM, Luiz Dutra não presidiu a comissão de investigação em 1999, que resultou na cassação de Ademir Vicente da Silveira (PP) no Escândalo da Publicidade. Ele era presidente do Legislativo, tendo acompanhado o desdobramento de Heli Andrade, que conduziu a presidência da comissão. Quanto ao surgimento de novas denúncias, Luiz Dutra disse desconhecer as informações, mas, caso existam, segundo ele, serão devidamente apuradas para externar à sociedade e ao Legislativo a verdade sobre o fato.
Tranquilidade. Ontem, no plenário, o ambiente era tranquilo e sem qualquer comentário sobre as denúncias. Com expressão serena, o vereador Jorge Ferreira permaneceu distante da imprensa, não concedendo entrevistas á TV Câmara e demais profissionais.