O comitê de investimentos do Ipserv (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais) adotou posição conservadora
O comitê de investimentos do Ipserv (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais) adotou posição conservadora e rejeita novas aplicações até o encerramento do período eleitoral. A decisão pode ser revista em outubro, caso a eleição presidencial seja encerrada em primeiro turno.
O presidente do Ipserv, Ney Correa Filho, explica que três novos produtos para aplicação foram apresentados ao comitê ontem, mas o grupo analisou os indicadores atuais do mercado financeiro e preferiu não entrar em nenhum novo fundo de investimento por enquanto. “O mercado está incerto por causa das eleições. O cenário muda conforme o desempenho dos candidatos. Então, preferimos apenas manter as linhas de aplicação já adotadas para evitar prejuízos. Estamos conservadores”, salienta. Hoje, 95% das aplicações do instituto estão em fundos da Caixa Econômica e do Banco do Brasil. O restante está distribuído em investimentos nos bancos Itaú e Santander.
Correa afirma que a próxima reunião do comitê está marcada para a última semana de outubro e a posição sobre os investimentos poderá ser revista, caso já exista uma sinalização positiva no mercado para rentabilidade maior nos últimos meses do ano. “Esperamos bater nossa meta atuarial e alcançar algo em torno de 12% de rendimento ao ano. No acumulado até agosto, temos percentual de 7,35%”, conta.