A proposta inclui a criação de uma praia de água doce com aproximadamente três quilômetros e também outras opções, como restaurantes
Foto/Arquivo
Proposta engloba trecho entre a antiga ponte sobre o rio Grande até a fronteira de Água Comprida
Prefeitura realiza hoje, a partir de 17h, audiência pública para discutir projeto de ocupação da margem do rio Grande e implantação de complexo turístico na área. A proposta inclui a criação de uma praia de água doce com aproximadamente três quilômetros e também a instalação de restaurantes, hotéis, condomínios, sítios e outras opções de lazer.
O projeto engloba todo o trecho entre a antiga ponte no rio Grande até a fronteira com Água Comprida. De acordo com o prefeito Paulo Piau (PMDB), a proposta é inserir a região no perímetro urbano de Uberaba. Com isso, ele afirma que seria regularizada a situação de empreendimentos na comunidade rural de Serraria.
No ano passado, a questão foi motivo de embate com a Câmara Municipal durante a discussão do plano diretor. Os vereadores aprovaram emendas incluindo Serraria no perímetro urbano, mas o prefeito vetou a medida. Os vetos foram derrubados pelos parlamentares, porém Piau entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade para barrar as respectivas emendas.
Sobre o impasse, o prefeito argumenta que as alterações propostas na época pela Câmara prejudicariam o Distrito Industrial 3. O problema seria a concentração de ranchos em área próxima ao setor industrial. Conforme Piau, a proposta apresentada pelo município não traz o mesmo transtorno, mas assegura a regularização de ranchos em Serraria. “Houve na Câmara algumas emendas que deixavam o Distrito 3 muito vulnerável e tivemos que tomar medidas. [A questão de Serraria] já era para estar pronta. Agora, evidentemente, nosso compromisso é regularizar esse terrenos. A audiência é mais um passo para isso”, destaca.
A gestora de projetos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Anne Roy Nóbrega, explica que o principal objetivo com o plano de ocupação é viabilizar novos empreendimentos da iniciativa privada, a exemplo das estruturas existentes em Rifaina e outras cidades. No entanto, ela pondera que a ocupação deve acontecer de formar legalizada e ordenada para não trazer danos ao meio ambiente e vegetação local. “Todo mundo tem que entender que o local tem um microcosmo ambiental, social e econômico. Tudo isso tem de ser muito bem ordenado, sem atropelar nenhum ponto, de forma a atender ao interesse de todos”, reitera.
Por isso, a gestora ressalta a importância de discutir a proposta com a população de forma aprofundada. “No local, temos comunidades instaladas há 20 anos, investidores querendo viabilizar negócios, proprietários rurais utilizando as áreas para cana, empresas e o Distrito Industrial 3. Enfim, são muitos pontos a serem ponderados e ouvidos quanto a esse projeto”, conclui.