Jairo Chagas
Presidente da Cohagra busca alternativas para concluir obras do conjunto Girassóis 4 e pode recorrer ao mutirão
Para viabilizar conclusão do “Girassóis 4”, município vai assumir execução de obras no conjunto habitacional. A medida foi autorizada pelo Ministério Público para o término do Girassóis 3 e agora deve ser estendida à última parte do empreendimento.
De acordo com o presidente da Cohagra (Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande), Marcos Jammal, a empresa contratada para finalizar a obra do Girassóis 4 está há quatro meses à espera de pagamento do governo federal. Por isso, a proposta é que o município execute o serviço e depois seja ressarcido dos valores aplicados para concluir o conjunto habitacional. “Não é interessante a rescisão de contrato no momento porque seria necessária a abertura de uma nova licitação para selecionar uma empresa substituta e o processo é demorado”, argumenta.
Em entrevista à Rádio JM, Jammal explica que estuda a proposta de realizar um mutirão com os mutuários do Girassóis 4 para terminar o conjunto habitacional. Segundo ele, o assunto será discutido com o Ministério Público para verificar a viabilidade jurídica da iniciativa.
Enquanto a Prefeitura deve ser ressarcida em aproximadamente R$150 mil aplicados na conclusão do Girassóis 3, a estimativa inicial é que cerca de R$220 mil seriam necessários para finalizar o Girassóis 4. Pelo acordo, a quantia será devolvida aos cofres municipais quando a empresa receber do governo federal. Segundo Jammal, se houver economia com o mutirão, o valor pode ser aplicado para executar melhorias no novo bairro.
A previsão é que as equipes próprias da Prefeitura estejam no canteiro de obras a partir do início de 2020. Ao todo, o Girassóis 4 tem 490 unidades a serem entregues. Do total, 220 casas estão prontas, mas foram danificadas por causa da paralisação das obras no ano passado e agora precisam de reparos. O restante dos imóveis está inacabado e ainda precisa ser finalizado.