Aprovados em concurso público questionam renovação de contratos para trabalhador braçal na Prefeitura. Ao todo, 19 braçais tiveram contratos prorrogados até o fim deste ano
Foto/Enerson Cleiton/PMU
Ontem o prefeito Paulo Piau empossou 104 trabalhadores braçais de um total de 110 convocados em dezembro
Aprovados em concurso público questionam renovação de contratos para trabalhador braçal na Prefeitura. Ao todo, 19 braçais tiveram contratos prorrogados até o fim deste ano, conforme publicação feita na última edição do Porta-Voz.
Um dos denunciantes, que preferiu não se identificar, contesta a prorrogação dos contratos para a função de trabalhador braçal, ao invés de convocar as pessoas classificadas no concurso para assumir as vagas. Também foi questionada a renovação dos contratos de vigias e cuidadores de casa de proteção, feitas na última semana.
Quanto aos trabalhadores braçais, a Prefeitura justificou que os contratos foram prorrogados em função de programas e convênios temporários e com duração limitada. A assessoria de imprensa posicionou que as vagas não poderiam ser ocupadas por concursados, pois os funcionários serão dispensados após o encerramento do projeto.
Além disso, a administração municipal reforçou que as convocações do concurso para a vaga de trabalhador braçal estão sendo feitas normalmente, inclusive com um grupo já empossado ontem nos cargos públicos.
Em relação aos contratos prorrogados na Secretaria de Desenvolvimento Social, a Prefeitura manifestou que a medida foi necessária para a manutenção e continuidade dos serviços essenciais na Casa de Proteção. “São serviços em residências terapêuticas que não podem ficar sem atendimento. Dos 120 contratos, apenas 22 foram prorrogados. E assim que o novo secretário levantar a necessidade real da pasta fará as convocações oriundas do concurso público”, continua a nota oficial.
Sobre as demais prorrogações, a administração municipal declarou que existem casos em que o contratado está apenas substituindo por tempo determinado um servidor efetivo afastado, que após a licença vai retornar ao posto. “São cargos garantidos ao servidor de carreira. Não são vagas em que podem ser colocados novos concursados. O contratado fica no lugar temporariamente para dar continuidade no serviço público”, encerra o texto.