
O candidato Flávio Roscoe (Foto/Divulgação)
O candidato ao Governo de Minas pelo PL, Flávio Roscoe, afirmou neste sábado (22), durante passagem por Uberaba, que pretende “destravar” o Estado nos primeiros 90 dias de um eventual governo. Segundo ele, a medida não exigiria recursos públicos e seria baseada principalmente na retirada de decretos e legislações que considera excessivos e que dificultariam a atividade econômica.
A declaração foi dada durante entrevista coletiva à imprensa realizada na cidade, onde Roscoe inaugurou o comitê regional de sua campanha. O candidato afirmou que Minas Gerais possui uma estrutura burocrática que, ao longo dos anos, teria ampliado a interferência do poder público sobre a vida dos cidadãos e das empresas. "Para destravar o Estado, vai custar uma fortuna, exatamente zero reais. Para destravar o Estado, a gente não precisa de fazer nada a não ser retirar vários decretos que hoje imobilizam o nosso Estado”, afirma.
Segundo Roscoe, existem normas antigas que permanecem em vigor sem justificativa e acabam aumentando custos para a população e para o setor produtivo. “Nós temos um Estado inchado, que ao longo dos anos foi entrando na vida do cidadão cada dia de maneira mais incisiva, imobilizando ele e agregando custos. A gente tem que tirar esses custos para que a nossa sociedade possa prosperar”, declara.
Questionado sobre os problemas de infraestrutura e logística de Minas Gerais, incluindo as condições das rodovias utilizadas para o escoamento da produção, Roscoe afirmou que não pretende fazer promessas de investimentos sem indicar de onde virão os recursos.
Para o candidato, o aumento da arrecadação seria consequência do crescimento econômico provocado pela redução da burocracia. Com mais recursos em caixa, o governo poderia então ampliar os investimentos em infraestrutura e serviços públicos. “O único jeito de fazer isso é fazer com que o nosso Estado cresça, e é isso que nós vamos fazer. Ao crescer, nós vamos ter recurso para fazer os investimentos necessários”, afirma.
Roscoe criticou ainda promessas de investimentos feitas por candidatos durante períodos eleitorais sem que haja, segundo ele, recursos disponíveis para executá-las. “Não tem como prometer nada para ninguém, em nenhum lugar do Estado, porque não tem recurso. Só vai ter recurso, não adianta falar que eu vou tirar de uma região e colocar na outra”, disse.
Para sustentar a proposta, Roscoe citou sua experiência à frente do sistema de ensino ligado à indústria. Segundo ele, aplicou anteriormente estratégia semelhante à que pretende levar para o governo estadual, com redução do déficit e aumento dos investimentos.
O candidato afirmou que a gestão teria levado o sistema de uma dívida de quase R$ 250 milhões para R$ 3,5 bilhões em caixa e R$ 2 bilhões em investimentos, além de ampliar o número de alunos de 60 mil para mais de 300 mil. “Eu já fiz antes, fiz exatamente isso aqui, a mesma receita, saindo de endividamento, saindo de déficit orçamentário, para resultados recorrentes”, ressalta.
Roscoe disse que pretende aplicar a mesma lógica em uma escala maior, agora na administração estadual. “Nós vamos fazer isso em uma dimensão maior dentro do Estado. É possível, nós já fizemos e vamos fazer”, declara.
A passagem por Uberaba integra a estratégia de campanha do candidato no interior. A cidade foi escolhida pelo PL para sediar um comitê regional da campanha, com a proposta de ampliar a atuação política da chapa no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba.