Secretário municipal de Saúde, Valdemar Hial, admite existência de projeto para redução no número de médicos que prestam serviço na rede. Conforme publicado na coluna Evidências ontem, o quadro deverá cair de 160 para 82 profissionais.
Hial defende, entretanto, que a mudança foi proposta com base em estudos técnicos da demanda e também declara que o corte não será irresponsável. Segundo ele, o projeto de reestruturação irá eliminar os plantões e os médicos serão contratados através de processo seletivo para regime de 24 horas, 20 horas e 40 horas, em funções específicas. “Se resolve com 80 com qualidade, não é necessário pagar plantão para 160, 180 profissionais”, reforça. O secretário adianta que o projeto está em fase final e a expectativa é enviar a proposta à Câmara no início de março. Caso aprovada, ele estima que a mudança estará totalmente implementada ainda no primeiro semestre. “Toda reforma traz desgaste, mas nossa finalidade maior é atender ao todo”, argumenta.
Quanto à denúncia de venda de receitas na farmácia da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) São Benedito, o médico afirma que determinou abertura imediata de inquérito administrativo para averiguar a situação e, dependendo do resultado, o funcionário envolvido será demitido. Ele salienta que existem comissões para fiscalizar o serviço, porém, devido ao tamanho da estrutura da rede, às vezes, determinados pontos escapam ao controle. Mas garante que já está sendo cobrado mais rigor das chefias. O secretário pede ainda que os usuários formalizem denúncias para que as providências necessárias sejam tomadas. “Burocracia resolve essa questão de segurança, mas é demorada e teríamos outro problema”, disse, ao ser questionado se era previsto dificultar o trâmite para acesso aos medicamentos.
Ontem, Hial esteve reunido com os vereadores para tratar a descentralização do Centro de Especialidades Odontológicas, porém, ele afirma que a Prefeitura não voltará atrás na mudança. “Fizemos levantamento através de equipe de técnicos. Eles que analisaram e apontaram que seria o ideal levar o atendimento para as periferias. Quem mora perto ficará chateado. Mas temos que atender ao todo”, argumenta, concluindo que nenhuma reforma é definitiva e que se observar um prejuízo no serviço, será feito um reestudo da situação.