Decisão se deu em reunião que teve a participação de representantes de entidades classistas, que em agosto pediram a flexibilização da legislação
Arquivo
Conselheira Marta Zednik Casanova diz que os inventários atuais são da década de 80 e devem ser reavaliados
Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau) vai reavaliar a necessidade de cada um dos cerca de 130 imóveis continuarem inventariados no município. Decisão foi tomada durante reunião dos conselheiros, que contou com a participação de representantes de entidades classistas no debate sobre o tema. Em agosto, lideranças empresariais solicitaram a flexibilização na lei referente às normas de proteção de casarões históricos no centro da cidade.
De acordo com a conselheira Marta Zednik Casanova, esses inventários foram realizados na década de 1980 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), durante visita a Uberaba. “Vamos reavaliar todos os bens inventariados, através de um estudo técnico, e os bens que merecem continuar inventariados, para um possível tombamento, vão permanecer. Aqueles que verificarmos não têm grande importância histórica, cultural e arquitetônica, vamos aceitar o desinventário”, explica.
A historiadora ressalta que o Conphau vai considerar os mesmos critérios que sempre seguiu e que já fazem parte dos critérios técnicos oficiais de proteção e preservação de bens históricos. “Como o contexto histórico e a importância do bem para a comunidade, arquitetura e os aspectos culturais, porque muitos bens foram inventariados e agora vamos reavaliar tudo, não desmerecendo o Iepha. Teremos outro olhar para dinamizar centro da cidade e também em ajudar os proprietários”, afirma.
Marta Zednik informa que será aberto um processo licitatório para a contratação de empresa, com arquitetos e historiadores especializados nesse tipo de análise. A expectativa é de que, somente para realizar o estudo de cada bem inventariado, todo o processo leve cerca de três meses. “Foi colocado também que se tiver algum proprietário que, neste espaço de tempo, queira pedir o desinventário de seu imóvel, que entre com um projeto junto ao Conphau, enquanto está sendo feito todo o trabalho de análise dos 130 bens, para irmos analisando. Seriam para esses casos mais urgentes do centro da cidade”, completa a conselheira.