POLÍTICA

Contenção não pode emperrar emendas, reagem vereadores

A recente declaração do secretário de Governo, de que o repasse das emendas parlamentares está emperrado face à decisão do Executivo de conter gastos, provocou irritação

Renata Gomide
Publicado em 18/10/2011 às 00:39Atualizado em 19/12/2022 às 21:48
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A recente declaração do secretário de Governo, Rodrigo Mateus, de que o repasse das emendas parlamentares está emperrado face à decisão do Executivo de conter gastos, provocou irritação generalizada na Câmara, que ontem mesmo já mostrou que não está para brincadeira e até ensaiou uma atuação mais crítica em relação ao Governo. A falta de retorno do prefeito Anderson Adauto (PMDB) a um ofício encaminhado pela manhã ao seu gabinete, solicitando o pagamento àquelas entidades com a documentação já em dia, contribuiu para aumentar a insatisfação dos vereadores.   Presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Casa, Samuel Pereira (PR) foi direto ao ponto ao citar que as emendas que foram comprometidas com as entidades e com os vereadores não têm nada a ver com contenção de gastos, portanto, não pode ser desculpa para esse atraso. Isto porque elas estão previstas no orçamento que é aprovado um ano antes pela própria Câmara. “A partir do momento que o prefeito, e não o Rodrigo, fez o compromisso com os 14 vereadores, tem que cumprir”, disse o vice-líder governista, que não esconde estar sendo cobrado pelos colegas e dirigentes de instituições para que haja solução ao caso.   Já o presidente da Câmara, Luiz Humberto Dutra (PDT), espera ver reconhecido que a Casa tem aprovado todas as propostas do prefeito em plenário e libere as emendas, que, segundo ele, são “o gás, o oxigênio do parlamentar, o mínimo de contrapartida que o Executivo pode oferecer aos vereadores”. A polêmica envolvendo esse repasse vem desde maio, quando deveria ter sido liberada a primeira parcela das emendas orçamentárias – com previsão de término em julho. No entanto, alegando problemas com a documentação de parte das entidades indicadas, a PMU só liberou R$353 mil, mas ante o compromisso de repassar, ainda no mês passado, mais R$400 mil, ficando para outubro e novembro outros R$1,4 milhão.   Em plenário, Samuel disse que o prefeito tem que se posicionar se vai ou não pagar as emendas e finalizou, afirmando que a Mesa Diretora é competente para ajudar com este assunto. Mais cedo o vereador havia dito aos jornalistas que acredita ser o prefeito um bom gestor que vai achar um caminho para resolver a questão, “agora, se de tudo ele disser que não vai pagar, vamos tomar outras providências, que não serão boas”. Quais... o republicano não adiantou.

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