Pasta mais afetada por contingenciamento de recursos no fim de março, a Secretaria Municipal de Infraestrutura está com mais R$ 2,4 milhões bloqueados no orçamento. A contenção de despesas deverá prejudicar as obras de recuperação das vias urbanas, previstas o segundo semestre.
De acordo com o titular José Eduardo Rodrigues da Cunha, o Zé da Égua (PR), os cortes ainda não foram discutidos com o prefeito Anderson Adauto (PMDB), mas avalia que haverá diminuição no número de ruas e avenidas atendidas pela segunda etapa do recapeamento – que será com recursos próprios da PMU – em relação à proposta inicial. “Não vamos fazer projeto com aquela grandeza, na parte referente ao dinheiro dos cofres municipais. Continuamos buscando verba no governo federal”, conta.
O secretário afirma ainda que a aquisição da usina de asfalto – investimento em torno de R$ 2,5 milhões – não será suspensa, pois faz parte do financiamento Provias. O processo licitatório já tem empresa vencedora, mas ainda está correndo prazo para recursos. Depois haverá 90 dias para entrega do equipamento.
Quanto à operação tapa-buracos, a informação do engenheiro é que o serviço continuará normal, assim como a limpeza da cidade. Zé da Égua explica que está trabalhando no limite mínimo da equipe, com defasagem de 40% no pessoal devido ao pedido para segurar as contratações.
Em relação às obras, o secretário salienta que reformas e construção de escola fazem parte de orçamento da Educação e intervenções nas UBSs são referentes à Saúde. De recursos da infraestrutura estão em execução o alargamento do viaduto nas avenidas Elias Cruvinel e São Paulo. Segundo ele, as obras não vão parar, mas devem seguir em ritmo lento, conforme o desempenho da receita. “Já está devagar por causa das chuvas”, acrescenta.
A pasta também engloba investimentos habitacionais, apesar das ações ficarem diretamente a cargo do Cohagra. O engenheiro ainda não sabe se algum projeto habitacional sofrerá com o contingenciamento. A reunião com o prefeito deverá acontecer ainda esta semana.