OAB/Uberaba avalia que a adesão foi positiva e a mobilização cumpriu o objetivo de despertar o interesse da comunidade para o debate sobre as mudanças
Foto/Neto Talmeli
Os participantes se concentraram inicialmente próximo ao estádio Uberabão e depois seguiram para o INSS Aproximadamente 80 pessoas participaram, ontem, de manifestação contra a reforma da Previdência em Uberaba. Vestidos de preto, os participantes se concentraram inicialmente próximo ao estádio Uberabão. O grupo, depois, seguiu em carreata, com buzinaço, pela avenida Leopoldino de Oliveira até o prédio do INSS, onde o ato foi encerrado com pronunciamento de lideranças sindicais. Encabeçando a organização do movimento, o presidente da OAB/Uberaba, Vicente Flávio Macedo Ribeiro, avalia que a adesão foi positiva e a mobilização cumpriu o objetivo de despertar o interesse da comunidade para o debate sobre as mudanças propostas na Previdência. Ele adianta, ainda, que outras manifestações estão previstas para ocorrer em janeiro e fevereiro, antes da retomada da discussão sobre o projeto da reforma na Câmara Federal. Segundo o representante da OAB, as mudanças na Previdência vão representar prejuízos para a aposentadoria pública. “Os efeitos não serão sentidos de imediato, mas nas próximas gerações de trabalhadores”, argumenta. Vicente ainda questionou as informações sobre o déficit na Previdência e considerou a justificativa do governo federal como “engodo” para pressionar a aprovação da reforma no Congresso. Durante o protesto, manifestantes também contestaram o déficit e reivindicaram transparência em relação aos números da Previdência. Foi questionada, ainda, a ausência de consulta popular e audiências públicas antes de formular a proposta de reforma na Previdência. A manifestação local faz parte de uma programação nacional de atos em várias cidades brasileiras contra a proposta de reforma na Previdência. O movimento é encabeçado por institutos ligados à área previdenciária e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), a Proposta de Emenda Constitucional 287, que trata da Reforma da Previdência, seguirá para análise de uma comissão especial a ser criada na Câmara dos Deputados. Como parte de um acordo entre líderes partidários, essa comissão especial só será instalada após o recesso parlamentar e a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara, em fevereiro. A proposta em tramitação no Congresso fixa a idade mínima de 65 anos para requerer a aposentadoria e eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Além disso, o projeto prevê que o trabalhador terá de contribuir por 49 anos se quiser receber 100% do valor da aposentadoria a que tem direito.