Contratação chegou a ser questionada e, apesar de a PMU manter o processo, o valor apresentou redução na formalização do contrato
Foto/divulgação/Rodrigo Garcia/CMU
Após questionamento sobre custos, Prefeitura reduziu valor de contratação da FGV para elaborar proposta de revisão do plano de custeio do Ipserv (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba). O contrato inicialmente estava estimado em R$2,08 milhões, mas caiu para R$1,6 milhão.
O valor inicial do contrato foi contestado pelo vereador Kaká Carneiro (PL), que protocolou ofício no Ipserv para solicitar esclarecimentos sobre a contratação da FGV por mais de R$2 milhões e apresentou documentos apontando a existência de uma proposta de preço menor feita pelo Instituto Brasileiro de Estudos em Finanças e Administração Pública, do Rio de Janeiro (RJ).
No ofício, o vereador também solicitou comprovantes de aptidão da FGV e o histórico dos profissionais envolvidos no serviço a ser executado junto ao Ipserv. O parlamentar chegou até a ameaçar formalizar denúncia no Ministério Público se a Prefeitura não revogasse a contratação feita por dispensa de licitação.
Apesar de o processo não ter sido cancelado pela Prefeitura, agora o valor do contrato formalizado com a FGV é menor. Ao todo, R$1.622.400 serão pagos para a prestação de serviço no prazo de 12 meses.
A contratação da FGV foi justificada como medida para buscar solução para o reequilíbrio financeiro do Ipserv. A situação do instituto está nos holofotes desde o ano passado, quando relatório apontou que o órgão teria capacidade de cumprir com o pagamento de aposentadorias até 2025.
Se nenhuma mudança for feita no custeio para equilibrar as contas, a partir de 2026 já seria necessário utilizar o patrimônio para manter o pagamento dos aposentados e pensionistas. Persistindo o pro