Controladoria-Geral do Estado finaliza sindicância sobre possíveis irregularidades e atividades criminosas em desapropriação do terreno do projeto HidroEx
Controladoria-Geral do Estado finaliza sindicância sobre possíveis irregularidades e atividades criminosas em desapropriação do terreno do projeto HidroEx em Frutal, realizada durante a gestão de Narcio Rodrigues como secretário estadual de Ciência e Tecnologia, entre 2007 e 2012.
Após dois anos de investigação interna, a Controladoria apontou indícios de irregularidades para atender interesses particulares do ex-secretário e o resultado foi encaminhado este mês para análise do Ministério Público de Minas Gerais.
A investigação interna da Controladoria constatou que o processo de desapropriação, aberto em 2012, visava a doação de parte do terreno do HidroEx para a Biotev Biotecnologia Vegetal, empresa do grupo Yser e que seria alinhada com Narcio. Inclusive um dos sócios da Biotev, Hugo Murcho, acabou detido por cinco dias quando foi deflagrada a operação Aequalis.
Segundo informações da Controladoria-Geral do Estado, a apuração foi encaminhada à Promotoria porque o ex-secretário Narcio Rodrigues é peça central na investigação por suspeita de fraudes e desvio de verbas públicas no projeto HidroEx. A pasta também ressalta que o Ministério Público é um órgão com competência para investigar e punir agentes políticos.
Além disso, o resultado da apuração também ser enviado para a Advocacia Geral do Estado, que deverá analisar a anulação do ato de desapropriação da área.
A assessoria jurídica de Narcio posicionou à imprensa que ainda não foi notificada sobre o processo de apuração interna da Controladoria e desconhece os fatos. Segundo a defesa do ex-secretário, ele nem chegou a ser intimado para prestar esclarecimentos na sindicância realizada pelo Estado.
Narcio foi preso em maio de 2017 durante a operação Aequalis, acusado de irregularidades na construção do projeto HidroEx, desvio de R$8,7 milhões em obras e de ter recebido propina para financiar campanhas eleitorais em 2012. O ex-secretário conseguiu um habeas corpus e foi solto três meses depois, respondendo agora ao processo em liberdade.