POLÍTICA

Coordenador da campanha de Lerin não apoia ação contra resultado

Coordenador político da campanha do então candidato a prefeito Lerin, o deputado federal Marcos Montes disse ontem ao Jornal da Manhã que não apoia a decisão do aliado

Renata Gomide
Publicado em 31/10/2012 às 00:36Atualizado em 19/12/2022 às 16:34
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Coordenador político da campanha do então candidato a prefeito Antônio Lerin (PSB), o deputado federal Marcos Montes (PSD) disse ontem ao Jornal da Manhã que não apoia a decisão do aliado de ir à Justiça na tentativa de reverter o resultado do pleito eleitoral. “Eu nem fui consultado, do contrário o teria orientado de outra forma”, revelou MM ao conversar com o JM por telefone, a caminho de Brasília. Para ele, a sucessão municipal de 2012 terminou no domingo com a eleição legítima de Paulo Piau (PMDB) para chefe do Executivo.

Anteontem o pessebista convocou entrevista coletiva, quando anunciou que seu jurídico prepara uma representação à Justiça e Ministério Público denunciando que o então adversário no pleito comprou votos. A ação ainda está sendo formatada, segundo informa sua assessoria de imprensa. “Acho que o Lerin é um vencedor. Ele não será o prefeito, mas ganhou pela votação expressiva, quase 49% da população. Talvez ele ainda esteja envolvido pela dor de não ter sido eleito”, ponderou MM.

O deputado observa que o aliado disputou a eleição com bravura, com apoio popular maciço, mas, em termos de lideranças locais, eram apenas os dois. “Ele tem que dar as mãos para o Paulo Piau como eu darei”, sugeriu Marcos Montes, que reitera ser frontalmente contrário à iniciativa de acionar a Justiça para questionar compra de votos, papel que para ele cabe à Polícia Federal e Ministério Público.

Montes ainda lembra que sofreu muito após sua reeleição em 2000, que foi questionada judicialmente pelo então adversário Anderson Adauto (sem partido), que, para ele, quis confundir a população e tumultuar um processo democraticamente legítimo. “Então, eu não poderia concordar com essa medida [proposta por Lerin]”, reforçou MM, citando que esteve com o aliado até o último voto, mas agora não irá apoiá-lo nessa empreitada. Ele ainda acrescenta que queria muito ganhar a eleição, da qual participou ativamente desde o início do processo, mas entende que cumpriu seu papel, já que quem está na vida pública para competir ora é vitorioso, ora perde, e Paulo Piau é o vencedor legítimo do pleito.

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