Corte no programa de Educação em Tempo Integral voltou a receber críticas esta semana
Guilherme Bergamini
Júlia Sant’Anna, secretária de Estado da Educação, esteve ontem na Assembleia Legislativa, quando foi sabatinada por deputados
Corte no programa de Educação em Tempo Integral voltou a receber críticas esta semana. Aproveitando o ciclo de reuniões com os integrantes do primeiro escalão do Estado na Assembleia Legislativa, deputados sabatinaram ontem a secretária estadual de Educação, Júlia Sant'Anna, e questionaram novamente a medida adotada pelo governo.
O deputado Cássio Soares (PSD) repudiou a forma como foi feito o corte da educação em tempo integral no Estado. “Precisamos corrigir os erros e não simplesmente suspendê-los”, manifestou.
Os pareceres contrários vieram até mesmo de parlamentares do partido do governador Romeu Zema (Novo). O deputado Bartô (Novo) fez duras críticas à atuação da secretária à frente da pasta e ainda fez menção a um vídeo em que Júlia faria garantias sobre a continuidade da escola em tempo integral, acusando a secretária de ser mal-intencionada.
Em resposta, a titular da pasta afirmou que a escola em tempo integral é, de fato, um direito previsto pelo Plano Estadual de Educação, mas argumentou que o direito à educação também precisa garantir o cumprimento de regras federais que tratam, por exemplo, da prestação do serviço de merenda. Segundo ela, a alimentação não foi cumprida no passado e agora a merenda escolar está garantida nas unidades onde o programa está funcionando.
A secretária também posicionou que o entendimento dado ao programa Escola em Tempo Integral foi objeto de acordo, do qual a Assembleia Legislativa participou. A titular se refere ao compromisso feito pelo governador para conseguir a aprovação da reforma administrativa em maio.
Durante a votação da reforma, o Executivo enviou uma mensagem à Assembleia confirmando um acordo com os blocos de oposição e independentes para recuar progressivamente no corte do programa. A promessa envolvia a manutenção imediata de 30 mil vagas, reabertura de mais 25 mil matrículas em agosto e outras 55 mil em fevereiro do ano que vem. Desta forma, o governo garantiu a permanência das 110 mil cadeiras existentes em dezembro do ano passado.
Uberaba foi significativamente atingida com o corte no programa de ensino integral. Das 22 escolas estaduais que ofereciam as atividades no ano passado, apenas uma havia sido autorizada a continuar este ano. Por enquanto, ainda não há informação de como o acordo será aplicado no município.