POLÍTICA

Corte no Tempo Integral é criticado em sabatina com secretária na ALMG

Corte no programa de Educação em Tempo Integral voltou a receber críticas esta semana

Gisele Barcelos
Publicado em 13/06/2019 às 22:30Atualizado em 17/12/2022 às 21:39
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Guilherme Bergamini

Júlia Sant’Anna, secretária de Estado da Educação, esteve ontem na Assembleia Legislativa, quando foi sabatinada por deputados

Corte no programa de Educação em Tempo Integral voltou a receber críticas esta semana. Aproveitando o ciclo de reuniões com os integrantes do primeiro escalão do Estado na Assembleia Legislativa, deputados sabatinaram ontem a secretária estadual de Educação, Júlia Sant'Anna, e questionaram novamente a medida adotada pelo governo.

O deputado Cássio Soares (PSD) repudiou a forma como foi feito o corte da educação em tempo integral no Estado. “Precisamos corrigir os erros e não simplesmente suspendê-los”, manifestou.

Os pareceres contrários vieram até mesmo de parlamentares do partido do governador Romeu Zema (Novo). O deputado Bartô (Novo) fez duras críticas à atuação da secretária à frente da pasta e ainda fez menção a um vídeo em que Júlia faria garantias sobre a continuidade da escola em tempo integral, acusando a secretária de ser mal-intencionada.

Em resposta, a titular da pasta afirmou que a escola em tempo integral é, de fato, um direito previsto pelo Plano Estadual de Educação, mas argumentou que o direito à educação também precisa garantir o cumprimento de regras federais que tratam, por exemplo, da prestação do serviço de merenda. Segundo ela, a alimentação não foi cumprida no passado e agora a merenda escolar está garantida nas unidades onde o programa está funcionando.

A secretária também posicionou que o entendimento dado ao programa Escola em Tempo Integral foi objeto de acordo, do qual a Assembleia Legislativa participou. A titular se refere ao compromisso feito pelo governador para conseguir a aprovação da reforma administrativa em maio.

Durante a votação da reforma, o Executivo enviou uma mensagem à Assembleia confirmando um acordo com os blocos de oposição e independentes para recuar progressivamente no corte do programa. A promessa envolvia a manutenção imediata de 30 mil vagas, reabertura de mais 25 mil matrículas em agosto e outras 55 mil em fevereiro do ano que vem. Desta forma, o governo garantiu a permanência das 110 mil cadeiras existentes em dezembro do ano passado. 

Uberaba foi significativamente atingida com o corte no programa de ensino integral. Das 22 escolas estaduais que ofereciam as atividades no ano passado, apenas uma havia sido autorizada a continuar este ano. Por enquanto, ainda não há informação de como o acordo será aplicado no município.

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