Projeto do anel viário pode acabar engavetado devido aos cortes implementados pelo novo governo. O novo ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR), descartou ontem a continuidade do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e defendeu que investimentos em infraestrutura dependerão de parcerias público-privadas.
O rodoanel de Uberaba foi inserido no PAC em 2013, com previsão de investimento federal de R$592 milhões para a construção de 65,72 quilômetros de via em torno da cidade. No entanto, em dois anos, não houve o início da liberação de recursos para começar a obra e nem a abertura da licitação para a execução do serviço.
De acordo com o prefeito Paulo Piau (PMDB), a declaração do ministro dos Transportes em relação ao fim do PAC é preocupante, mas não surpreendeu por causa da situação financeira do país.
Mesmo com as dificuldades, o chefe do Executivo assegura que não desistirá do anel viário e de outros projetos de infraestrutura para a cidade. Piau afirma inclusive que continuará reivindicando investimentos junto ao governo federal. “Não será essa notícia que irá nos impedir de correr atrás. Vamos continuar solicitando recursos para o rodoanel e vamos voltar a discutir a questão em Brasília. Não podemos esmorecer", garantiu.
Por outro lado, o prefeito acredita que as obras em andamento não serão prejudicadas. Ele lembra que os recursos para concluir as adequações de travessia urbana já estão depositados e garantidos. Antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) foram liberados R$15 milhões para terminar o serviço.
Já quanto à duplicação da BR-262, Piau salienta que as concessionárias que assumiram as rodovias federais buscaram financiamento do BNDES para custear as obras previstas no contrato. Com isso, ele não acredita que haverá problemas para finalizar a duplicação e outras intervenções previstas no trecho sob concessão.