POLÍTICA

Creches mostram dificuldades a vereadores

A audiência pública para discutir a situação das entidades assistenciais de Uberaba foi marcada por muita discussão entre autoridades...

Mára Santos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:00
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A audiência pública para discutir a situação das entidades assistenciais de Uberaba foi marcada por muita discussão entre autoridades, representantes de instituições e usuários. Dezenas de pessoas participaram, mas a ausência do prefeito Anderson Adauto foi questionada pelos que estavam presentes.

A reunião foi requerida pelo vereador Marcelo Machado Borges (PMDB) e, dos 14 vereadores convidados, apenas metade compareceu. Ele questionou, além da ausência do prefeito, também dos secretários de Educação, Marcos Bordon, e do Desenvolvimento Social, Maria Thereza Rodrigues da Cunha.

De acordo com Borjão, a presença deles seria de suma importância para se discutir propostas a fim de solucionar as dificuldades enfrentadas pelas creches e outras entidades com a redução da verba repassada pelo município. O encontro girou em torno do repasse, o que foi marcado por alguns desentendimentos entre os vereadores.

Para os representantes principalmente das creches, o índice de 40% a menos no valor repassado pela Prefeitura tem gerado dificuldades e algumas delas estão com funcionamento restrito. Por esta razão alguns Centros Municipais de Educação Infantil (Cemei) estão lotados.

A coordenadora da Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Triângulo Mineiro, Mariângela Camargos, apresentou um breve histórico sobre a situação destas instituições. O vereador Lourival dos Santos (PCdoB) se comprometeu em agendar com o prefeito uma reunião com os membros das creches para discutir o problema e rever o índice de redução da verba.

Durante a audiência outra questão foi levantada pelos coordenadores das entidades. Segundo eles, na terça-feira foi comunicado que quem demorou a assinar o convênio não receberá os meses de janeiro e fevereiro. Esta situação também será debatida com o chefe do Executivo.

Para o promotor da Infância e Juventude, André Tuma Delbim Ferreira, a audiência mostrou a força da sociedade civil e salientou que os direitos da infância são prioridades absolutas. “Tenho interesse em conhecer a realidade de cada instituição e esta questão deve ser resolvida com urgência”, salientou o promotor.

O vereador Borjão avaliou o encontro como produtivo. Ele acrescentou que só agora os vereadores perceberam realmente a gravidade do problema e acredita que com o apoio dos colegas encontrará uma solução definitiva para o problema.

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