POLÍTICA

De 22 escolas de tempo integral, Uberaba terá apenas uma em 2019

Além do impacto para os estudantes, órgãos sindicais calculam que cerca de 200 trabalhadores podem ficar sem emprego

Gisele Barcelos
Publicado em 15/04/2019 às 21:06Atualizado em 17/12/2022 às 20:00
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Serão oferecidas apenas 50 vagas, distribuídas em duas turmas; número representa apenas 1,7% dos atendidos

Apenas uma escola estadual em Uberaba continuará no programa de Educação em Tempo Integral. Até o ano passado, 22 unidades estavam autorizadas a desenvolver atividades extraturno com os alunos do Ensino Fundamental, mas o governo estadual anunciou corte no programa a partir de 2019. 

Segundo comunicado enviado pela Secretaria de Estado de Educação, a única escola autorizada em Uberaba para participar do programa foi a Geraldino Rodrigues da Cunha, no bairro Abadia. Serão oferecidas apenas 50 vagas, distribuídas em duas turmas. O número representa apenas 1,7% dos 2.953 estudantes que eram atendidos até o ano passado.

Na região, também houve corte significativo no total de vagas do programa de Educação em Tempo Integral do Estado. Enquanto no ano passado 6.606 alunos do Ensino Fundamental foram atendidos, agora serão apenas 175. Foi autorizada uma escola em Veríssimo (25 vagas), uma em Frutal (100 vagas) e uma em Iturama (50 vagas).

Além do impacto para os estudantes, órgãos sindicais calculam inicialmente que cerca de 200 trabalhadores da Educação que trabalhavam no programa em Uberaba podem ficar sem emprego, incluindo professores e auxiliares de serviços gerais.

A superintendente regional de Ensino, Marilda Ribeiro Rezende, foi procurada pela reportagem do Jornal da Manhã, mas preferiu não se posicionar sobre a redução no programa.

O Governo de Minas anunciou na semana passada a redução no programa de Educação em Tempo Integral. Em 2018, 1.600 escolas tinham atividades extraturno no Estado. O número será cortado para 500 instituições de ensino.

A informação é que o programa será mantido apenas nas escolas com baixo nível socioeconômico, que concentram estudantes com renda familiar de até 1,5 salário. O critério significa um universo de 500 escolas e média de 30,6 mil alunos. 

A justificativa é que a medida é para contornar as dificuldades financeiras e evitar problemas ocorridos no ano passado por falta de repasses para custeio da merenda escolar para as unidades da rede estadual. O corte enfrenta críticas desde que o anúncio foi feito pela secretária de Estado de Educação, Júlia Sant’Anna. Um abaixo-assinado virtual inclusive circula nas redes sociais e já contava com mais de sete mil assinaturas.

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