O Judiciário ainda não oficializou à Câmara de Uberaba da suspensão dos efeitos da sentença de primeira instância que mantém Chiquinho da Zoonoses (PR) na cadeira de vereador. Até o fechamento desta edição, o Legislativo não havia recebido nenhum comunicado oficial sobre a decisão do desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Maurício Barros, mas já se articula para o que poderá vir pela frente.
Tanto que se houver uma determinação judicial para que José Antônio Fernandes Cardoso (PSB) reassuma imediatamente como vereador, a Casa deverá realizar uma reunião extraordinária, sem qualquer custo para os cofres públicos. Pelo regimento interno da CMU, as posses só podem acontecer durante uma sessão plenária, mas as deste mês terminaram dia 17, com a retomada dos trabalhos marcada para o dia 1º de junho. Para fazer uma extra, porém, é preciso seguir alguns ritos, como, por exemplo, dar publicidade ao ato que só pode ser realizado 48 horas depois.
Nos corredores do Legislativo, muitos vereadores comentam sobre a possível volta de Cardoso, ponderando que as brechas do Judiciário são embaraçosas para o Poder e constrangedoras para os atingidos.