Declarações do prefeito Anderson Adauto (PMDB) sobre impacto da crise na negociação salarial com os servidores...
Declarações do prefeito Anderson Adauto (PMDB) sobre impacto da crise na negociação salarial com os servidores traz preocupação à categoria, que pleiteava aumento real este ano. AA disse anteriormente que até mesmo recompor a inflação seria difícil e, em entrevista domingo ao Jornal da Manhã, salientou que o reajuste do funcionalismo dependerá do desempenho da arrecadação no trimestre.
Para a presidente do Sindicato dos Educadores Municipais de Uberaba (Sidemu), Rosângela Valim, as afirmações causam apreensão, pois o servidor espera uma negociação com um mínimo de aumento real, além da recomposição inflacionária. Na pauta encaminhada ao Executivo, a representação pleiteia reajuste real de 25%, fora o percentual da inflação, entretanto, Rosangela espera chegar a um consenso com o prefeito, apesar da crise.
Aguardando negociações sobre o reajuste, a sindicalista pondera que existe uma defasagem em função do novo mínimo. “O salário inicial do P1 agora é o mínimo de R$ 465. Precisamos de bons profissionais para melhorar a qualidade de educação. Isso significa ter uma remuneração condizente. Hoje, os educadores preferem trabalhar na rede estadual, em detrimento do município. O Estado paga R$ 850 para o professor”, analisa.
Já o novo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba, José Jorge da Silva Oliveira, disse que o sindicato vai bater em
índices superiores ao previsto no Orçamento do Município para 2009, mas explica que o assunto ainda está sendo analisado com critério e será tratado em audiência com o prefeito.