POLÍTICA

Defesa sustenta que não há provas contra Anderson no mensalão

A partir da próxima quinta-feira, 2 de agosto, 38 réus serão julgados na ação penal do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Julgamento atinge diretamente o prefeito de Uberaba

Daniela Brito
Publicado em 29/07/2012 às 15:14Atualizado em 19/12/2022 às 18:16
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A partir da próxima quinta-feira, 2 de agosto, 38 réus serão julgados na ação penal do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. O julgamento atinge diretamente o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, que, enquanto ministro dos Transportes, foi denunciado como um dos envolvidos no esquema de compra de apoio de parlamentares. Ele responde pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro por ter sido beneficiado com R$1 milhão.

A reportagem do Jornal da Manhã teve acesso à defesa do prefeito, feita pelo advogado Roberto Pagliuso, de São Paulo. Ele fará a sustentação oral no dia 13 de agosto, insistindo que o cliente é inocente das acusações, tendo utilizado os recursos apenas para saldar contas de campanha eleitoral.

Para o advogado, não há prova alguma de que houve promessa ou oferecimento de vantagens, confirmando apenas que o prefeito teria recebido da quantia de R$200 mil. Os recursos foram utilizados para quitar dívidas da campanha eleitoral de 2002, quando foi eleito deputado federal pelo então Partido Liberal (PL).

O dinheiro teria sido liberado após ter procurado Delúbio Soares, então tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), após ele ter explicado sobre suas dificuldades para quitar dívidas da campanha eleitoral, em que trabalhou politicamente em setenta municípios mineiros. Os pagamentos foram liberados em quatro parcelas (R$100 mil, R$50 mil, R$25 mil e R$25 mil) – sacados pelo então chefe de gabinete José Luiz Alves. Inclusive, a defesa cita os nomes de todos os credores do prefeito – que chegaram a depor como testemunhas para confirmar terem recebido os recursos como pagamento de dívidas de campanha. Entre eles estão Luiz Humberto Alves Borges, à época presidente do PMDB/Uberaba, e Fábio Macciotti, que estava à frente do PT/Uberaba.

Por diversas vezes, o prefeito declarou estar tranquilo em relação às acusações, mantendo sua coerência de que não teria participado do esquema. AA assegura ter feito os encaminhamentos necessários para ser absolvido das acusações, Para ele, a denúncia deixou de ser um fato político para se tornar exclusivamente uma questão jurídica no STF. Ele ainda tem como expectativa de que a condução dos ministros para analisar a denúncia seja técnica, apesar de que esperava que o julgamento ocorresse antes ou depois da campanha eleitoral de 2012.

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