Senado elegeu ontem a chapa para composição da comissão especial que analisará o processo de impeachment contra a presidente Dilma
Senado elegeu ontem em plenário a chapa para composição da comissão especial que analisará o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), apesar de tentativas para adiar a tramitação. O grupo eleito já foi convocado para reunião nesta terça-feira (26), quando será feita a votação do presidente e relator da comissão.
Com a maior bancada, a presidência do colegiado deverá ficar com o PMDB, que já indicou Raimundo Lira (PMDB-PB) para o posto. O PSDB, que tem o segundo maior bloco partidário, apresentou o nome do ex-governador de Minas Antonio Anastasia para relatoria.
No entanto, parlamentares do PT e do PCdoB contestaram em plenário a indicação de Anastasia para o cargo, alegando a ligação próxima entre o tucano e o senador Aécio Neves, candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014. A presidência do Senado posicionou apenas que os questionamentos em relação à indicação do PSDB devem ser apresentados à comissão especial. A partir da instalação hoje, começa a contar o prazo de 10 dias úteis para apresentar o relatório final sobre a admissibilidade do processo de impeachment.
Lira quer ouvir os juristas Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, autores do pedido de impeachment, e a defesa da presidente Dilma Rousseff ainda nesta semana e, depois, os parlamentares se debruçariam sobre a discussão do caso. O peemedebista planeja levar o parecer da comissão a voto na primeira quinzena de maio.
Caso a maioria simples dos senadores aprove a recepção do processo, o Senado notificará o Palácio do Planalto e a presidente Dilma Rousseff será afastada do cargo por 180 dias e o vice Michel Temer (PMDB) assumirá temporariamente. A partir daí o Senado passará a julgar o mérito da acusação.